quinta-feira, 24 de maio de 2012

A punição dos anjos caídos lendas judaicas





NOÉ: A punição dos anjos caídos

Quando atingiu a maturidade Noé seguiu os passos de seu avô Matusalém, enquanto todos os outros homens voltaram-se contra esse piedoso rei. Longe de obedecerem os seus preceitos, perseguiram a inclinação maligna de seus corações e perpetraram toda sorte de feitos abomináveis.

Em grande parte foram os anjos caídos e sua posteridade de gigantes que ocasionaram a depravação da humanidade. O sangue derramado pelos gigantes clamava da terra até o céu, e os quatro arcanjos acusaram os anjos caídos e seus filhos diante de Deus, pelo que ele deu-lhes uma série de ordens. Uriel foi enviado a Noé para anunciar que a terra seria destruída por um dilúvio, e ensiná-lo como salvar sua própria vida. A Rafael foi dito que acorrentasse o anjo caído Azazel, arremessasse-o num poço com pedras pontiagudas e perfurantes no deserto de Dudael, e cobrisse-o de trevas, para que assim permanecesse até o grande dia do julgamento, quando seria jogado num poço ardente do inferno, e a terra seria curada da corrupção que ele havia intentado contra ela. Gabriel foi encarregado de agir contra os ilegítimos e réprobos, os filhos que os anjos haviam gerado com as filhas dos homens, precipitando-os em conflitos mortais uns contra os outros. A descendência de Shemhazai foi colocada nas mãos de Miguel, que levou-os em primeiro lugar a testemunharem a morte de seus filhos em combate sangrento uns contra os outros, e em seguida amarrou-os e fixou-os debaixo das montanhas da terra. onde permanecerão por setenta gerações, até o dia do julgamento, quando serão carregados dali ao poço ardente do inferno.

A queda de Azazel e de Shemhazai aconteceu da seguinte forma: quando a geração do dilúvio começou a praticar idolatria Deus ficou profundamente entristecido. Os dois anjos, Shemhazai e Azazel, então levantaram-se e disseram:

– Ó, Senhor do mundo! Aconteceu o que foi previsto por ocasião da criação do mundo e do homem: “Que é o homem, para que te lembres dele?”

E Deus disse:

– E o que será do mundo sem o homem?

Responderam os anjos:

– Ocuparemo-nos nós dele.

E Deus disse:

– Sei muito bem disso, e sei que se habitassem sobre a terra a inclinação maligna tomaria conta de vocês, e vocês seriam mais perversos ainda do que os homens.

Os anjos suplicaram:

– Dê-nos permissão de habitar entre os homens, e o senhor verá que honraremos o seu nome.

Deus concedeu o seu pedido, dizendo:

– Desçam e habitem entre os homens.

Quando chegaram à terra e contemplaram a beleza e a graça das filhas dos homens os anjos não conseguiram conter sua paixão. Shemhazai viu uma moça chamada Istehar e perdeu por ela o coração. Ela prometeu que se entregaria a ele depois que ele lhe ensinasse o Nome Inefável, por meio do qual ele se alçava até o céu. Ele concordou. Porém assim que tomou conhecimento do Nome ela o pronunciou, e ascendeu ao céu ela mesma ao céu, sem cumprir sua promessa ao anjo. E Deus disse:

– Por ter-se mantida longe do pecado, darei a ela um lugar entre as sete estrelas, para que os homens nunca a esqueçam.

E ela foi colocada na constelação das Plêiades.

Shemhazai e Azazel, no entanto, não abandonaram a idéia de entrar em alianças com as filhas do homem, e o primeiro teve dois filhos. Azazel começou a projetar os adereços e os ornamentos através dos quais as mulheres seduzem os homens. Diante disso Deus mandou Metraton dizer a Shemhazai que tinha resolvido destruir o mundo e provocar um dilúvio. O anjo caído começou então a chorar o destino do mundo e de seus dois filhos. Se o mundo viesse abaixo o que eles iriam comer, eles que careciam diariamente de mil camelos, mil cavalos e mil novilhos?

Os dois filhos de Shemhazai, chamados Hiwwa e Hiyya, tiveram sonhos. Um deles viu uma grande pedra coberta de terra, e a terra estava toda marcada com linha após linha de escrita. Um anjo então veio, e com sua faca obliterou todas as linhas, deixando sobre a terra apenas quatro letras. O outro filho viu uma alameda aprazível plantada com toda sorte de árvores. Mas os anjos vieram trazendo machados e derrubaram as árvores, deixando uma única árvore com três de seus galhos.

Quando acordaram, Hiwwa e Hiyya foram até seu pai, que interpretou-lhes os sonhos:

– Deus trará um dilúvio, e ninguém escapará com vida a não ser Noé e seus filhos.

Quando ouviram isso os dois começaram a gritar e chorar, mas seu pai confortou-os:

– Calma, calma, não se aflijam. Todas as vezes que os homens cortarem ou erguerem pedras, ou lançarem embarcações, os nomes de vocês será invocados: Hiwwa! Hiyya!

Esta profecia os aplacou.

Shemhazai então fez penitência. Posicionou-se suspenso entre o céu e a terra, e nesta posição de pecador penitente ele paira até hoje. Azazel, no entanto, persistiu obstinadamente em seu pecado de desencaminhar a humanidade através de atrativos sensuais. Por essa razão dois bodes eram sacrificados no Templo no Dia do Perdão, um por Deus, para que perdoasse os pecados de Israel, o outro por Azazel1, para que levasse os pecados de Israel.

Ao contrário de Istehar, a donzela piedosa, Naamah, a atraente irmã de Tubal-Caim, desencaminhou os anjos com sua beleza, e da sua união com Shamdon nasceu o demônio Asmodeu. Ela era despudorada como todos os descendentes de Caim, e como eles propensa a indulgências bestiais.

As mulheres e os homens cainitas tinham o costume de andarem nus em todo lugar, entregando-se a todo tipo concebível de prática libidinosa. Tais foram as mulheres cuja beleza e charme sensual tentaram os anjos para longe do caminho da virtude. Os anjos, por outro lado, mal haviam-se rebelado contra Deus e descido à terra quando perderam suas qualidades transcendentais, sendo investidos de corpos sublunares, de modo que a união com as filhas dos homens tornou-se possível.

O fruto dessas alianças entre os anjos e as mulheres cainitas foram os gigantes, conhecidos por sua força e pecaminosidade; como indica o próprio nome que receberam, Emim/aterrorizantes, os gigantes inspiravam temor. Tiveram além desse muitos outros nomes. Às vezes eram chamados Refaim/fantasmas, porque bastava olhar para eles para enfraquecer o coração; ou eram chamados simplesmente de Gibborim/gigantes, porque eram tão enormes que suas coxas mediam dezoito varas; ou pelo nome Zamzummin, porque eram grandes mestres da guerra; ou pelo nome Anakim/pescoçudos, porque tocavam o sol com seus pescoços; ou pelo nome Ivim, porque, como a serpente, sabiam julgar as qualidades do solo; ou, finalmente, pelo nome Nefilim/caídos, porque, ao ocasionarem a queda do mundo, eles mesmos caíram.

Lendas dos Judeus é uma compilação de lendas judaicas recolhidas das fontes originais do midrash (particularmente o Talmude) pelo talmudista lituano Louis Ginzberg (1873-1953). Lendas foi publicado em 6 volumes (sendo dois volumes de notas) entre 1909 e 1928.

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ENTREVISTA - PAULO DANIEL FARAH da Folha de S.Paulo

"Manuscritos permitem entender Jesus", diz curador

    Em 1947, o beduíno Muhammad achou em jarros de argila os primeiros pergaminhos dos Manuscritos do Mar Morto, uns dos mais importantes relatos que remetem à era bíblica. De 1947 até 1956, cerca de 850 pergaminhos, que trazem descrições da vida religiosa da época, foram encontrados nas...

OS ESSÊNIOS

“Pelo fruto se conhece a árvore” Jesus (Mateus 12:33)

Após vinte séculos a humanidade foi presenteada com uma revelação. Caminhando pelo deserto da Judéia, próximo ao Mar Morto e à velha Jericó, um jovem beduíno “ao acaso” fez importante descoberta.  Nas regiões do Qumran, em grutas na montanhas próximas às ruínas de um mosteiro, zona árida e quente, foram encontrados jarros com manuscritos que continham documentos, revelações, cânticos, leis, usos e costumes, de um povo: Os Essênios.  As menções a respeito dessas criaturas, antes de 1947, eram limitadas e apócrifas, até porque nem mesmo Jesus as mencionou. Referiu-se aos fariseus, saduceus, levitas, samaritanos e tantos outros agrupamentos, usando-os nos ensinamentos, nas parábolas, mas nada falou sobre os essênios. A vida dessa gente, agora documentada, trouxe luz à história do tempo em que o Messias esteve entre nós. Hoje, nenhum grupo da época é tão conhecido como essa civilização do Qumran. Escritores, historiadores, arqueólogos, não tiveram...

O Evangelho Essênio da Paz.

A Doutrina do Deserto

Eles respeitavam a vida acima de tudo, escreveram os mais antigos textos bíblicos e influenciaram o cristianismo. Com vocês, os essênios. Por Rafael Kenski e Duda Teixeira      Em 1923, o húngaro Edmond Szekely obteve permissão para pesquisar os arquivos secretos do Vaticano. Estava à procura de livros que teriam influenciado São Francisco de Assis. Curioso e encantado, vagou pelos mais de 40 quilômetros de estantes com pergaminhos e papiros milenares. Viu evangelhos nunca publicados e manuscritos originais de muitos santos e apóstolos, condenados a permanecer...

O ENVANGELHO DE TOMÉ

"Abaixa a espada, porque aquele que fere com a espada, morre pela espada".

  O Evangelho de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito copta em Nag Hammadi, é uma lista de 114 ditos atribuídos a Jesus. Alguns são semelhantes aos dos evangelhos canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, mas outros eram desconhecidos até a descoberta desse manuscrito em 1945....

Ler mais: http://luzdanovaera-fraternidadebranca.webnode.com/exoterismo%20e%20religi%c3%b5es/os%20ess%c3%aanios/

sábado, 19 de maio de 2012

LENDAS JUDÁICAS -NOÉ

O nascimento de Noé







NOÉ: O nascimento de Noé


Matusalém tomou uma esposa para seu filho Lameque, e ela deu à luz um filho. O corpo do bebê era branco como a neve e vermelho como uma rosa em flor; o cabelo da sua cabeça e seus compridos cachos eram brancos como a lã, e seus olhos como raios de sol. Quando abria os olhos ele iluminava toda a casa, tal qual o sol, e toda a casa ficava inteiramente repleta de luz.

Assim que foi tomado da mão da parteira ele abriu sua boca em louvor ao Senhor da integridade. Seu pai, Lameque, ficou com medo dele e fugiu. Foi até seu próprio pai, Matusalém, e disse:

– Gerei um filho estranho. Ele não é como um ser humano, mas se parece com os filhos dos anjos do céu. Sua natureza é diferente; ele não é como nós, seus olhos são como raios de sol e suas feições são gloriosas. A mim parece que ele não foi gerado por mim, mas por anjos, e temo que nos seus dias alguma maravilha recaia sobre a terra. E agora, meu pai, estou aqui para pedir e implorar que o senhor vá até Enoque, nosso pai, e descubra com ele a verdade, pois ele reside entre os anjos.

Quando ouviu as palavras do filho Matusalém foi até Enoque, nos confins da terra, e chamou-o em voz alta. Enoque ouviu a sua voz e apareceu diante dele, e perguntou a razão de sua vinda. Matusalém contou-lhe a causa de sua ansiedade, e pediu que a verdade lhe fosse revelada.

Enoque respondeu, dizendo:

– O Senhor fará uma coisa nova sobre a terra. Sobrevirá à terra uma grande destruição e um dilúvio de um ano. Esse filho que lhe foi concedido será poupado sobre a terra, e os três filhos dele serão salvos com ele, quando morrer toda a humanidade sobre a terra. Haverá uma grande punição sobre a terra, e a terra será purificada de toda impureza. Agora faça saber a seu filho Lameque que o menino que nasceu é de fato seu filho, e que ele deve ser chamado de Noé/descanso, pois ele será deixado [ileso] em beneficio de vocês. Ele e os filhos dele serão salvos da destruição que recairá sobre a terra.

Depois de ouvir de seu pai essas palavras, que lhe revelara todas as coisas ocultas, Matusalém voltou para casa e deu ao menino o nome de Noé, pois daria à terra motivo de alegria em compensação por toda a destruição.

Apenas seu avô, Matusalém, chamava-o de Noé; seu pai e todos os demais chamavam-no de Menaém. Sua geração era obcecada por magia, e Matusalém temia que seu neto fosse enfeitiçado caso seu verdadeiro nome fosse conhecido, pelo que o manteve em segredo. Menaém, “Aquele Que Conforta”, cabia-lhe tão bem quanto Noé; indicava que ele seria um consolador, porém apenas se os malfeitores do seu tempo se arrependessem de seus delitos.

Logo na ocasião do seu nascimento sentiu-se que ele traria conforto e libertação. Quando o Senhor lhe dissera “Maldito é o solo por sua causa”, Adão havia perguntado “Por quanto tempo?”, e Deus respondera “Até que nasça um menino conformado de tal forma que não será necessário executar nele o rito da circuncisão”. Isso cumpriu-se em Noé, que foi circuncidado desde o ventre de sua mãe.

Noé mal havia chegado ao mundo e percebeu-se uma notável mudança. Desde de que o solo havia sido amaldiçoado por causa do pecado de Adão acontecia que quando se semeava trigo o que brotava e crescia era aveia. Isso parou de acontecer com o surgimento de Noé, e a terra passou a produzir os frutos que se plantava nela. Além disso foi Noé que, quando chegou à maturidade, inventou o arado, a foice, a enxada e outros implementos usados no cultivo do solo. Antes dele os homens lavravam a terra com suas próprias mãos.

Houve outro sinal para indicar que o filho nascido de Lameque estava destinado a desempenhar um papel extraordinário. Ao criar Adão Deus dera a ele o domínio sobre todas as coisas: a vaca obedecia o lavrador e o sulco do arado deixava-se abrir com facilidade. Porém com a queda de Adão as coisas rebelaram-se contra ele; a vaca passou a recusar obediência ao lavrador, e o sulco do arado tornou-se reticente. Noé nasceu e tudo voltou a ser como era antes da queda do homem.

Antes do nascimento de Noé o mar costumava transgredir os seus limites duas vezes por dia, de manhã e à noitinha, inundando a terra a ponto de molestar as sepulturas. Depois do seu nascimento o mar passou a restringir-se aos seus limites. E a fome que afligia o mundo na época de Lameque, a segunda das dez grandes fomes determinadas a lhe sobrevir, cessou sua devastação com o nascimento de Noé.       
Lendas dos Judeus é uma compilação de lendas judaicas recolhidas das fontes originais do midrash (particularmente o Talmude) pelo talmudista lituano Louis Ginzberg (1873-1953). Lendas foi publicado em 6 volumes (sendo dois volumes de notas) entre 1909 e 1928.

A invasão do mundo

Confiscado por   Paulo Brabo

Estocado em Fé e Crença, História

Os hebreus da primeira metade do Antigo Testamento são um povo isolado e definido pelo seu isolamento. Israel é uma nação singular definida por um Deus singular: uma nação entre nações regida pelo Deus acima de todos os deuses.
A crença na vocação da singularidade determinou, por mil anos, o modo pelo qual os hebreus interpretavam o mundo e a Escritura. Eram um povo apontado para um presente glorioso e um futuro certo; eram um país protegido sobrenaturalmente do destino arbitrário ou vergonhoso que definia o percurso de nações menos afortunadas. Eram a cabeça, e não a cauda.
Então as coisas começaram a dar errado, e os filhos de Israel viram-se obrigados a reavaliar, vez após outra, a sua invulnerabilidade. Primeiro vieram os assírios, 720 anos antes de Cristo, e numa campanha certeira literalmente apagaram do mapa dez das doze tribos que compunham a família original de Israel. O reino do Norte virou pó, e as duas tribos remanescentes aquartelaram-se em Jerusalém, buscando a proteção de seu rei e de seu templo – os quais recebiam, por sua vez, proteção direta da mão divina.
As tribos negligentes e pecadoras do norte haviam sido eliminadas (o que era visto como coisa ao mesmo tempo inevitável e lamentável), mas Jerusalém era uma fortaleza inabalável e o centro do mundo. Aqui nada tinha como dar errado.
Então, 586 anos antes de Cristo, os habitantes de Judá testemunharam o impensável: os babilônios pisaram o lugar santo, onde o próprio Deus descansava os seus pés, destruíram o inviolável templo de Jerusalém, tomaram para si as relíquias sagradas e acorrentaram o rei. E, como se não bastasse, a própria população de Judá, reduto dos últimos defensores da verdade da Torá no vasto universo, foi arrancada da Terra Prometida e condenada a viver no exílio em diferentes pontos do império babilônico. Tiveram arrancados de si o seu coração, e foram condenados a viver longe do corpo. Perderam, diante de si mesmos e dos olhos de todo o mundo, sua terra, sua segurança, sua promessa.
Não é de admirar que tenham-se vistos obrigados a rever o seu triunfalismo. Israel, a nação isolada e singular, havia sido invadida pelo mundo e finalmente engolida por ele. Habitava agora suas entranhas.
A nova condição alterou marcadamente o modo pelo qual os judeus interpretavam o mundo e – ainda mais importante, no caso deles – sua própria Escritura. Talvez, viram-se forçados a ponderar, não tivessem entendido da primeira vez o que Deus queria realmente deles. E, se é que podiam sonhar com uma segunda chance, seria necessário vasculhar as Escrituras e reinterpretá-las à luz da nova situação. Era preciso encontrar novas revelações onde pensara-se durante tanto tempo estar cimentadas as antigas.
Essa mudança de paradigma fica evidente nos escritos dos profetas. Esses não apenas refletem os dilemas da nação isolada diante da impensável internacionalização, mas propõem maneiras radicalmente novas de se interpretar a vontade tradicional de Deus. Olhando para a mesma Torá e para as mesmas tradições, os profetas encontram a imagem de um Deus que não se sonhava residir ali. Que havia sido o pecado a ocasionar a derrocada da nação todos concordavam. Os profetas, no entanto, contornavam os pecados da religiosidade tradicional e apontavam transgressões mais sutis; destilavam uma moralidade mais refinada que, garantiam eles, Deus exigira desde o começo.
Uma nova espiritualidade nasceu, dessa forma, dos dissabores do exílio. Como não dispunham do templo, os judeus da dispersão passaram a reunir-se em sinagogas; aqui não tinham como apresentar os sacrifícios regulares previstos no código de Moisés, mas ofereciam constantes orações, súplicas e louvor. Descobriram que nessas casas de oração podiam manter acesa a sua vocação espiritual, estudando a Torá e buscando nela a relevância necessária para o momento. Vendo-se privados do seu insubstituível Lugar de adoração, intuíram com o passar do tempo a vertigem de que Deus não está preso a lugar algum e pode ser eficazmente buscado e encontrado seja onde for. Não é necessário, ousaram concluir, estar no templo certo, com o sacerdócio certo, o ritual certo ou no país certo. A nova espiritualidade era menos legalista, mais generosa e universal; o cativeiro revelara, paradoxalmente, um Deus maior.
Os exilados não encontraram apenas uma nova religiosidade mas ainda, e de forma inusitada, a prosperidade e a paz. Tornaram-se, em particular, comerciantes bem-sucedidos nas rotas de comércio babilônicas. O perfil do novo judeu era o de alguém fiel às suas raízes, mas ao mesmo tempo plenamente adaptado ao seu novo ambiente. Quando Ciro permitiu que os judeus dispersos pelo império retornassem à Palestina para reconstruir o templo e retomar o seu modo de vida (isso foi em 539 a.C.), muitos preferiram ficar.
A maioria, no entanto, escolheu o retorno à Judéia, onde os libertos e suas gerações reconstruíram o templo e os muros de Jerusalém sob a liderança de Esdras e Neemias. Um novo e improvável sol de esperança brilhara sobre Judá, e seu Deus agora era ainda mais singular por não ser limitado pelo espaço.
Porém não demorou e veio o indomável Alexandre, e no rastro dele os gregos. Israel saberia, agora sim, o que é ser efetivamente invadido por uma cultura. Logo o mundo judeu estaria falando em grego, e mesmo essa não seria a mudança mais radical.

terça-feira, 1 de maio de 2012

PERDOA PAI, NÓS SABEMOS O QUE FAZEMOS

PERDOA PAI, NÓS SABEMOS O QUE FAZEMOS


NO MINUTO DERRADEIRO, JESUS DISSE: PERDOA-OS PAI, ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM.
Há quanto tempo Jesus disse essas palavras?
Qual era a mentalidade do povo naquela época? Que tipo de informação eles tinham?
Dois mil anos se passaram. E hoje? Qual a mentalidade atual? Qual o tipo de informação se tem hoje? TODAS.
Muitos meios de comunicação, livros, internet, etc.; muitos avatares vieram e deixaram seus recados, e ainda hoje enviam tantas mensagens. Lemos, lemos e depois fazemos o que? NADA. (salvo os que querem realmente evoluir).
Temos todos os meios para informação e evolução.

Palavrinha difícil essa: EVOLUÇÃO.
O que mudou desde que Jesus disse essa frase?
Chico Xavier ao responder a um espírito sobre esse questionamento disse:
MUDOU A FORMA DE VESTIR E DE MATAR.
Sobre o vestir não quero falar, quero falar sobre o MATAR.
Será que matar seria somente tirar a vida de alguém?

Compreenderei se mais uma vez eu for bombardeada com RÓTULOS, mas sinto que devo dizer o que penso a respeito. Já recebi tantos rótulos que falta lugar pra guardar. Oh vinde a mim os rotulados, os taxados pelos entendedores e sábios, formaremos um clube. (vamos rir que a coisa é séria).
 Muitas vezes nós próprios matamos em nós a consciência, gostamos de dormir no berço esplendido chamado preguiça mental. E com isso cometemos suicídio espiritual.
Sim, à medida que não nos aprofundamos naquilo que nos chega, seja bom ou ruim (aparência), não queremos enxergar, acomodados no EGO (mais uma palavrinha difícil), no NÃO FAZER por nós mesmos estamos cometendo suicídio, ou, no mínimo estamos perdendo uma vida inteira, cuidando apenas dos afazeres terrenos.
Já falei uma vez sobre mantralizar, fazer cursos (diga-se de passagem: com um esforço hercúleo para pagar religiosamente cada apostila, cada manual de ascensão), sobre deixar a cargo de outras pessoas a responsabilidade de nosso próprio crescimento. Chamo a isso de preguiça; ter um guia, um guru, um “professor espiritual”, é tão comodamente covarde, pois cabe a eles nos direcionar.  Se falharmos poderemos por a culpa em alguém.
Se o guia ou guru for um ser realmente propenso a evolução, dará as dicas, colocará a sua mochila nos teus ombros, e vai te mandar andar sozinho dali pra frente.
Mas, os outros te mostrarão o quanto voce depende deles para a elevação que cabe somente a voce garimpar na grande mina de teu espírito. Já está tudo lá;
A lembrança tem que ser nossa, mas... vamos deixando que os outros nos digam quem somos, porque somos, de que estrela, planeta, dimensão viemos, o que temos que fazer. Enfim, fazemos o passo a passo ditado por eles.
Isso é uma forma de matar das mais horrendas. Mata o que suga o discípulo. E mata-se aquele que não tem coragem de BUSCAR-SE.
Daí acostumados a ser a vaquinha de presépio começamos a precisar mais e mais de pessoas que nos digam quem somos.
Amigos, família, até os desconhecidos são capazes de nos dizer quem somos. Por que permitimos isso?
Porque ao nascermos começam a fazer a lavagem cerebral. É a cara da mãe, tem os olhos do irmão. À medida que cresce... Nossa! Tem a personalidade do tio, e etc. E assim se passa a vida inteira acreditando em tudo que nos dizem e nos moldamos a eles sem questionar verdadeiramente o que somos, pensamos, queremos.

No fundo sabemos sim quem somos, pensamos, queremos, mas por livre e espontânea “pressão” vamos fazendo a vontade dos outros pra não ferir suscetibilidades, pra conversar amizades, pra não decepcionar a família. Vamos matando a nós mesmos.
SUICIDIO ESPIRITUAL. E ainda vamos por a culpa nos outros, achando que somos bons. Bons para quem?

Bons para quem... Isso me leva a cogitar sobre conservar “AMIZADES”. O que é um amigo afinal?  Aquele que concorda com tudo, ou te da um pé no traseiro de vez em quando e diz:VOCE ESTÁ ERRADO! TOMA CORAGEM E VOA SOZINHO!

Onde erramos quando mantemos amizadesEGÓICAS? E o que são elas?

Pra começo de conversa, aquele “amigo” que fica de mal porque voce não fez o que ele precisava ou pediu (em detrimento a voce) clamando em alto brado que VOCE  TÊM QUE(ele não precisa) ter amor incondicional,  relevar as faltas pois ele é humano e blá,blá.blá, pode descartar porque esse não é teu amigo. É só um egoísta sugador que permanecerá ao teu lado somente enquanto voce carregar a tua cruz (com ele sentando em cima e a cruz dele junto).

Quantas vezes voce ouviu ou disse: nossa!voce me decepcionou, voce me enganou.
EGO, EGO, EGO (o eu coitadinho).
Ninguém engana ninguém essa é a verdade.

Voce se deixou enganar, o tal amigo te deu sinais desde o começo (que voce não quis ver), ele te disse palavras que eram um alerta (mas voce desligou a antena a titulo de ser bom com o fulano). MEA CULPA.
Aí chega a pessoa e te diz o quanto voce é errado, frio, traidor e blá, blá, blá, na tentativa de MATAR em voce a auto imagem, auto estima. Se voce concordar com ele ta perdido.

São os sepulcros caiados que em voz suave, sorriso manso vão minando nossas forças para poder ter o que quer que lhes tivermos a dar. Belos por fora, mas uma podridão só, por dentro.
E a culpa será sempre nossa, deles nunca.
Ah, mas então devemos dar as costas a estes? E o perdão?
O perdão é um ato de fé baseado na ordem de Deus; é a consciente decisão de obedecer ao Senhor e assumir comportamentos que demonstrem perdão, apesar de suas emoções danificadas. Se a concessão do perdão em sua vida estiver condicionada ao esquecimento de algo marcante que o feriu profundamente, você terá sérias dificuldades em dizer a Deus: “Pai, perdoa-lhes”.Muitos enfrentam barreiras intransponíveis na questão do perdão por não compreenderem claramente o que significa perdoar.

  Alguns acham que perdoar significa esquecer a ofensa. Por isso dizem: “eu não o perdôo por que não consigo esquecer o que ele me fez”.

Na verdade, tudo o que nos acontece fica registrado para sempre em nossa memória.

Perdoar é não permitir que a lembrança do fato determine como tratamos o ofensor. É como uma cicatriz que você sabe onde está, lembra o incidente que a produziu, contudo não sente mais dor.
Devemos dar as mãos, sempre. Mas SOMENTE ENQUANTO ELE QUIZER CAMINHAR CONOSCO. Quando temos que fazer retrocessos para voltar atrás na busca desse irmão, o sinal é claro que ele não ANDA CONOSCO.  Mais dia ou menos dia ele se afastará. Perdoa e segue o caminho. Então ouvira a famosa frase: nossa! Voce me enganou.
NINGUEM TE ENGANOU, VOCE SE DEIXOU ENGANAR. Isso acontece quando se tem expectativas a respeito do outro. Espera-se dele uma conduta que nem sabemos se ele consegue ter. Isso porque muitas vezes queremos (ou querem eles) que sejamos cópias uns dos outros, seguidores ou seguidos.
Então vão matando lentamente (com força, e com vontade) o ânimo, a certeza de quem somos.
 Amigo não se perde. Quem se vai é porque nunca esteve conosco. Foi um viajante que usufruiu de nosso oásis-coração enquanto lhe era conveniente.
O amigo está ali: na chuva, no sol, no riso, no sufoco. Amigo é um irmão escolhido.
Esse não cobrará favores, nem lhe dirá o quanto voce lhe é devedor. Vocês não terão divida um com o outro, pois a relação é bilateral, é de troca.
E aí voltamos ao inicio desse texto: PERDOA PAI, POIS SABEMOS O QUE FAZEMOS.
Não importa o nome que se dê, mas invariavelmente todos já ouviram falar em transição, em reforma intima, em matrix, em re-conexão com o Pai.
Cada religião ou seita fala a seu modo, mas fala. Todos sabem o que devem fazer, mas adiam o mais que podem. Muitos descem à sepultura sem terem feito o menor, o mínimo esforço para melhorarem a si mesmos, estavam muito ocupados tentando reformar o outro.
Quando ainda não se falava tão rasgado sobre transição, visitei aqui em Minas Gerais um lugar chamado SERRA DO CIPÓ. Lá, é só montanhas e cachoeiras. Milhares delas. Recantos magníficos para quem quer ficar a “sós” com o Universo. Paradoxo? Talvez. Mas vejo assim.
Bem, lá neste lugar conheci uma tribo indígena. Índios mesmo, sem celulares, TVs ou roupas.
 Em suas tangas e ocas, não aceitam visitação pública a não ser que sejam convidados por algum amigo do cacique. Eu recebi um convite desses.  Comi com as mãos, sentei no chão, pintei a cara e vi olhos verdadeiros e luminosos. Ignorantes? Jamais. Engana-se, quem pensa que os índios não tem conhecimento.
 O chefe da tribo, bem idoso, tinha um tom de voz rude, usava de palavras rudes, mas foi um grande sábio que conheci. Ele, na linguagem dele nos falou sobre reforma intima e sobre os acontecimentos do planeta (passados e futuros) Conhecimentos que vinham de seus ancestrais; e ele os passava aos mais jovens que passariam aos seus filhos.
Eis a questão: se os índios que não tem comunicação externaSABEM, por que muitos de nós com acesso a tanto conhecimento não sabemos, ou melhor, não queremos saber?

Aí o cara te ofende, te suga, te magoa, te questiona sobre a TUA LUZ e voce dirá com infinito amor: pai, ele não sabe o que faz? 
Se voce tem consciência de quem voce é realmente, voce dará imediatamente um basta. Vai doer em voce mais que nele? Aprenda a desapegar-se. Abra as mãos e solte. Isso não é amizade, é apego. É muleta.

Tenho visto tantos “iluminados” me falando de minha pouca luz (luz é luz e cabe certinho dependendo do tamanho da “lanterna” que quero carregar).
Isso porque eu falo do que sinto sem medo de ficar exposta.  Ser bom não é ter máscara de bonzinho, é ser bom, ser cristão, ser atuante no próprio caminho evolutivo.
 Tenho ouvido tantos se dizerem prontos, falam bonito, explicam, orientam, mas no primeiro percalço se rasgam, arrancam os cabelos, perdem o rumo.
Ser trabalhador de luz não é moda. É consciência. Usar isso como um titulo é MATAR o essencial: que é servir.  Ser trabalhador da Luz é OBRIGAÇÃO ESPIRITUAL DE CADA UM. Os que não querem ser, arcarão com o cancelamento do contrato de espírito que fizeram. E aí... bem,  aí...  já SABEMOS o resultado.
 Não salvaremos ninguém porque nascemos sozinhos e pelados e vamos embora sozinhos, com as almas cobertas somente daquilo com que a vestimos. Se não formos nós a mudança esperada, esperar salvar o outro é utopia.
 Muitos MATAM em nome de uma divindade qualquer (Deus, Alá, Jesus), mas não tem as mãos sujas de sangue. Porque o fazem na calada, na surdida, como o ladrão que chega, no meio da noite a surrupiar as esperanças e o ânimo daquele que quer caminhar.
Esses trazem as mãos espirituais sujas pelo infortúnio que tiveram de manipular mentes e moldá-las como se fossem hábeis escultores da alma alheia.
 Sabem tão bem conduzir aos outros. ELES SABEM. Mas, suas vidas pessoais vai de mal a pior. não cuidam de si, mas dos outros.
Os que se deixam conduzir aceitam as criticas como verdadeiras quando não são (que venham as criticas construtivas, aceito-as todas), dão seu livro arbítrio para ser modelado por estes, fingindo que não percebem a manipulação... ELES SABEM.

Então... Cada um sabe de si. Se, fingimos não perceber tudo que acontece conosco e com o planeta somos MATADORES de nosso espírito, MATADORES de nosso caminho evolutivo.
TODOS SABEMOS O CAMINHO A TRILHAR, APENAS NOS ENGANAMOS.
PAI PERDOA-NOS PORQUE SABEMOS O QUE FAZEMOS. SABEMOS ATÉ PORQUE NÃO QUEREMOS FAZER.

Sabemos como e onde fazer a reforma interna, mas dá trabalho. Sabemos como ajudar ao próximo, mas temos que cuidar primeiro de nós.
Sabemos que a Terra clama pelo resgate da vida que dela temos tomado conscientes do mal que fazemos.
PAI NÓS SABEMOS.

Que me atire a primeira pedra aquele que nunca teve preguiça de mudar algo. Que se permitiu ser ofendido sabendo-se certo; que nunca jogou um papelzinho na rua, contribuindo com mais um pouco de poluição; que se entregou demasiado a alguém que SABIAque mais dia, menos dia iria ferir e magoar. Que mesmo vendo os sinais permaneceu como estava.

Por amor ao outro? Não por preguiça de tomar uma atitude. Por medo de ferir suscetibilidades que fatalmente serão feridas porque não se pode agradar a todos o tempo todo.
Poderemos chegar depois da vida e dizer: Jesus, eu não sabia o que estava fazendo?
E ele dirá: eu te mandei barcos, mas voce quis mostrar que sabia nadar sozinho.
Eu te dei pára-quedas, mas voce se deixou seduzir pelo abismo, dizendo: eu sou luz, sou anjo humano, tenho asas, tenho livre arbítrio.
Eu te dei ensinamentos para cada ocasião de sua existência, mas voce achou que se bastava, não se lapidou.
Alguém em sã consciência pode dizer que nunca ouviu nenhum ensinamento de Jesus? Ou que nunca ouviu ao menos os três primeiros mandamentos?
Se, sabemos pelo menos os três primeiros; se já ouvimos os ensinamentos de Jesus; se ouvimos e lemos tantas mensagens, canalizações, avisos, sinais e não fazemos nada por nós que direito teremos de dizer que NÃO SABÍAMOS?
Jesus assumiu o sacrifício da crucifixão para que nos tornássemos livres.
Então por que continuamos escravos?
Escravos de opiniões alheias, de conceitos alheios, de vivencias alheias, de nosso próprio medo de mudar PARA MELHOR?
NÓS SABEMOS COMO FAZER, ESTÁ ALI EM NOSSO CORAÇÃO E ESPIRITO TUDO GRAVADO,TRAZEMOS EM NOSSA MEMÓRIA AKASHICA TODAS AS VIVENCIAS E APRENDIZADOS ANTERIORES, VIDAS E VIDAS TIVEMOS PARA NESTE MOMENTO, NESTE AGORA DESABROCHARMOS, SERMOS O CRISTO RENASCIDO.

SE OLHARMOS DENTRO DE NÓS, SE OUVIRMOS NOSSO EU INTERNO SABEREMOS AS RESPOSTAS. NÓS JÁ SABEMOS.
PORTANTO: PERDOA-NOS PAI, POIS NÓS SABEMOS O QUE FAZEMOS.
Cira Munhoz

sábado, 21 de abril de 2012

A CASA DE LORETO -


A CASA DE LORETO - A CASA ONDE MOROU NOSSA SENHORA E QUE MISTERIOSAMENTE PECORREU 2.000 KM DA PALESTINA À ITÁLIA.


A Casa que Voa

A Casa que protagonizou um dos maiores fenômenos sobrenaturais de todos os tempos.

A Casa de Loreto protagonizou o que é considerado pelos estudiosos no assunto, um dos maiores fenômenos sobrenaturais de todos os tempos. Estamos falando da Santa Casa, também conhecida como; A Casa da Mãe de Deus, A Casa de Maria, A Casa da Sagrada Família, Santa Casa de Nazaré... que originalmente se encontrava em Israel.

 
Após a conquista da Terra Santa pelos mulçumanos, as igrejas cristãs foram praticamente todas destruídas. Mas a maior das consternações provocadas, ocorreu em 8 de maio de 1291, quando demoliram a igreja que abrigava a casa onde supostamente Maria teria recebido o anúncio de que seria a mãe do Filho de Deus.

 
Dois dias depois para a surpresa de todos, o mundo recebeu a noticia de que uma construção com as mesmas características da Casa de Maria surgira milagrosamente às margens do mar Adriático, em Tersatz, Dalmácia, na antiga Iugoslávia, quase 2.000 km distante de Nazaré.

 
Diante do alvoroço causado pelo fenômeno, o governado local Nicolau Frangipane, solicitou que o bispo Alexandre de Modruzia, juntamente com uma comissão, fossem a Israel apurar como aquela poderia ser a verdadeira Casa de Maria, já que a mesma teria sido destruída pelos mulçumanos.

 
Chegando na Terra Santa, no local onde deveria estar os escombros da “casa”, encontraram apenas suas fundações... Após várias medições e comparações entre as fundações em Israel e a casa surgida na Iugoslávia, a comissão atestou que realmente se tratada da Casa da Santa Família, mas não explicou como ocorreu sua translação.

 
Passou-se três anos, até que misteriosamente a casa desapareceu de Tersatz. No lugar só ficou a inscrição gravada pelo governador: "Aqui é o local onde em 10 de maio de 1291 esteve A Santa Casa de Maria e depois no dia 10 de dezembro de 1294, retirou-se”.

Desta vez o fenômeno pode ser observado e muitos foram os que deram seus testemunhos; “... era noite de 10 de dezembro de 1294, quando uma forte luz, acordou a todos, fomos para fora de nossa casa e assustados contemplamos uma casa voando pelo céu em direção ao mar Adriático.”  

A Casa sobrenaturalmente voou até a Itália, na província de Ancona, onde pousou num bosque em meio a uma floresta de loureiros, daí o nome “Casa de Loreto”.  Durante esta noite, muitos dos camponeses de Ancona observaram uma estranha bola luminosa descendo no bosque, mas foi somente pela manhã que se deram conta do que realmente havia acontecido... no local encontraram uma casa antiga. A notícia se espalhou rapidamente e a associação com o desaparecimento da Casa de Tersatz foi inevitável.

 
Para tentar esclarecer o que realmente aconteceu, foi enviada uma comissão investigativa a Tersatz, a fim de comparar as informações e medidas colhidas também em Nazaré, só então em 12 de junho de 1297 a autoridade imperial devidamente documentada, declara que a “Casa” surgida na Itália, era a mesma de Tersatz, e por sua vez, a mesma de Nazaré.

 
Diante da propagação do milagre, com medo que a estrutura frágil da casa pudesse ser abalado com tantas visitações, decidiu-se construir um muro protetor em volta da casa. Afinal “ela não possuía fundações e estava pousada em um terreno irregular”.  É o que anteriormente foi feito para proteger, acabou por autenticar a veracidade da Casa milagrosa: no dia seguinte ao término da obra, as paredes que foram erguidas coladas a da casa, misteriosamente se afastaram dela 30 cm. - “A casa não necessitava da intervenção humana para se sustentar”.

 
Na época a igreja se manteve apreensiva sobre os últimos acontecimentos sobrenaturais com a casa, demorou um pouco até que o papa Clemente VII resolvesse enviar uma comissão, a Loreto na Itália, a Tersatz e depois a Nazaré, com a intenção de buscar provas e colher depoimentos, para só depois confirmar oficialmente o milagre.

 
Com o apoio de Clemente VII, os melhores artistas da época comandados pelo famoso Nerucci, foram convocados para decorar a Santa Casa. Depois no início do século XIV os próprios habitantes da cidade construíram um magnífico santuário no local, que mais tarde, na segunda metade do século XV foi ampliado e transformado em basílica pelo papa Paulo II. A fachada da casa foi protegida com grades confeccionada em pura prata e seus muros cobertos com lâminas de prata. Com o passar dos séculos a basílica foi acrescida de magníficas obras de artes e peças confeccionadas em ouro e pedras valiosas. O Papa Pio II em 1464, por agradecimentos a graça alcançada, ofereceu um cálice em ouro puro a basílica.

Papas que confirmaram a autenticidade da Santa Casa
Paulo II
Clemente VII.
Sisto IV, declarou a Basílica de Loreto diretamente ligados à Santa Sé.
Júlio II
Leão X
Paulo III
Sisto V,
Paulo IV
Clemente IX, papa de 1667 a 1669, ordenou que se realizasse um novo processo de revisão sobre o translado da Santa Casa e dos milagres a ela atribuídos. Novamente a Santa Sé confirma a autenticidade dos milagres.
Inocêncio XII,
Bento XIV
E mais recentemente João Paulo II e papa Bento XVI que visitou o Santuário de Loreto em 1 de setembro de 2007
- Construção em mármore que abriga a Santa Casa -     
- Altar do interior da Santa Casa -
Em 1751 o Papa Bento XIV, antes de restaurar o piso da casa, com a colaboração de autoridades e estudiosos, promoveu uma nova pesquisa arqueológica. As escavações constataram que as paredes da casa foram pousadas no local, não havia fundações. E surpreendentemente pode-se observar um vão que variava em media de 2 centímetros (o terreno do bosque era irregular) entre a estrutura da casa e o chão, “...como se a casa estivesse flutuando todo este tempo sem nunca ter tocado o chão por completo”.

* Apesar das gravuras e textos fazerem referência a uma casa, na verdade trata-se de um pequeno cômodo.
* A versão da casa ter sido levada por anjos, é mais recente. Os primeiros relatos diziam que a casa cruzou o céu voando e emitindo uma forte luminosidade como um cometa.


A Versão da história para os Céticos.
Originalmente a Casa de Maria, era composta de duas partes: uma gruta escavada na rocha e uma pequena construção de pedras na frente da gruta. Em 1291, quando os cruzados foram expulsos da região, os Angelis para protegê-la destruição iminente, transportaram a casa primeiramente para Iugoslávia e depois para Itália em 10 de dezembro de 1294.

A Santa Casa e os documentos a ela relacionada, sempre foram objetos de estudo. E o mais recente ocorreu em 1962-1965. Quando foi descoberto um documento de setembro de 1294, de Nicéforo Ângelo, que atestava claramente: "as Santas Pedras da Casa de Nossa Senhora Mãe de Deus, foram trazidas para cá ".

Em outros documentos do vaticano foram encontrados referências a uma família Bizantina chamada De Angelis,  que salvou da destruição muçulmana as pedras da Santa Casa de Nazaré e as mandou trazer para Loreto, no século XII, (De Angelis que em latim quer dizer “Os Anjos”)

Conclusão
Não obstante da casa ter voado sobrenaturalmente para Loreto ou ter sido trazida pelos Anjos do céu, ou mesmo transportados por navios pela família De Angelis... É incontestável que a construção é realmente a Casa de Maria, a mesma que estava em Nazaré e  para a sorte dos cristãos, foi salva de sua destruição pelos mulçumanos.


Santuário de Loreto, Itália

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Transladação da Santa Casa de Nossa Senhora desde Nazaré até Loreto. Comprovações científicas surpreendentes.

Em Loreto, Itália, se venera a Santa Casa: quer dizer o edifício onde Nossa Senhora nasceu, viveu e recebeu o anjo São Gabriel na Anunciação, momento em que o Sim da Virgem permitiu a Encarnação do Verbo e o início da Redenção do gênero humano.

Em Nazaré, Terra Santa, sob a cúpula da igreja da Anunciação também se venera o local onde aconteceu este sublime mistério.
Gruta da Santa Casa, Nazaré,
Palestina, igreja da Anunciação

Como se explica essa aparente duplicidade de endereços?

A contradição, ou superposição de atribuições, encerra maravilhosos fatos religiosos, notadamente a translação da Santa Casa de Nazaré até Loreto por obra dos anjos.

Mas, o que diz a ciência a respeito?

Não é tarefa da ciência declarar se um fato foi miraculoso ou não, se foram os anjos ou não. Mas, analisar a realidade segundo seus métodos, instrumentos e objetivos próprios.

E as ciências trabalhando sobre o mistério da Santa Casa de Nossa Senhora vêm trazendo a lume revelações materiais que explicam o acontecido e reforçam a fé e um modo maravilhoso.

Eis um apanhado de algumas descobertas feitas nas últimas décadas.

O ALTAR DOS APÓSTOLOS
NA SANTA CASA
Detrás da grade sob o altar novo: Altar dos Apóstolos

O arquiteto Nanni Monelli e o Pe. Giuseppe Santarelli, diretor-geral da Congregação da Santa Casa de Loreto, constataram que as pedras que se encontram na Gruta da Anunciação, em Nazaré, Terra Santa, têm a mesma origem da pedra do altar dos Santos Apóstolos que está na Santa Casa de Loreto, na Itália.

O Altar dos Apóstolos é constituído por uma pedra – hoje coberta por uma grade de metal – trabalhada em estilo nabateano, típico da Palestina. E leva esse nome porque nele os Apóstolos teriam celebrado a Missa quando iam a Nazaré visitar a casa de Nossa Senhora.
O Prof. Giorgio Nicolini, especialista na matéria e autor do livro La veridicità storica della miracolosa Traslazione della Santa Casa di Nazareth a Loreto (“A veracidade da milagrosa trasladação da Santa Casa de Nazaré a Loreto”), explicou à agência Zenit que “sobre a autenticidade da Santa Casa de Loreto enquanto verdadeira Casa de Nazaré de Maria jamais houve dúvida alguma, a não ser da parte daqueles que não conhecem os estudos científicos a respeito. Isso é tão verdadeiro que todos os Sumos Pontífices, durante sete séculos, confirmaram a autenticidade com solenes atas canônicas de aprovação”.

Nicolini acrescentou que este estudo sobre o Altar dos Apóstolos “é importante porque, além de proporcionar uma ulterior prova da autenticidade da Santa Casa de Loreto como a Casa de Maria em Nazaré, proporciona também uma prova ainda mais espetacular da milagrosa trasladação da Santa Casa de Nazaré”.

Percurso da Santa Casa desde Palestina até Loreto

A tradição sempre afirmou que entre 1291 e 1296 três paredes da Santa Casa de Nazaré foram miraculosamente transportadas a “vários lugares” pelo ministério angélico.

Isto está registrado em documentos antigos nos quais se fala da presença desse Altar unido às três paredes. Por exemplo, em Tersatto, Dalmácia (hoje Trsat, Croácia), onde a Santa Casa esteve entre 10 de maio de 1291 e 10 de dezembro de 1294.

Por isso pode se afirmar que houve um duplo milagre: o transporte milagroso das três santas paredes na sua integridade e, em segundo lugar, junto com elas, mas como um objeto distinto da casa, o Altar dos Apóstolos.

Em seu livro Nicolini demonstra que, do ponto de vista histórico e arqueológico, pelo menos cinco translações milagrosas ficaram constatadas de modo indiscutível entre 1291 e 1296.

Santa Casa de Loreto

A primeira levou a Santa Casa até Tersatto (Croácia); a segunda até Posatora (província de Ancona, Itália); a terceira até a floresta da senhora Loreta, na planície que está sob a atual cidade de Loreto (cujo nome deriva precisamente do nome dessa senhora); a quarta até a roça de dois irmãos sobre o morro lauretano (conhecido também como Monte Prodo); e a quinta até uma estrada pública, onde ainda se encontra sob a cúpula da magnífica basílica posteriormente construída em volta.

Todas estas mudanças foram registradas nos diversos lugares por testemunhas oculares contemporâneas. As mudanças foram rigorosamente controladas pelos Bispos diocesanos da época, que emitiram pronunciamentos canônicos sobre a veracidade dos fatos e dos testemunhos.

Maqueta da casa de Nazaré

Para maior confirmação ainda ficam as igrejas construídas nos diversos locais na época das mudanças e consagradas pelos Bispos de Fiume, Ancona, Recanati, Macerata e Nápoles, entre outros.

Nicolini esclareceu que em Loreto se encontram apenas as três paredes que constituíam o quarto de Nossa Senhora, geralmente chamado de Santa Casa, local onde aconteceu a Anunciação.

A quarta parede do quarto é a gruta, a qual pode ser visitada na igreja da Anunciação em Nazaré, Terra Santa. Ali só ficaram a gruta e os alicerces da Casa.

Enquanto em Loreto se venera a Casa desprovida de seus alicerces, em Nazaré ficaram a gruta e os alicerces sem a casa.

Análise de pedras, tijolos e argamassa

Loreto: a Santa Casa.
O altar ocupa o lugar da gruta que ficou em Nazaré

Ao mesmo tempo em que a análise química da massa que une as pedras apresenta características típicas da zona de Nazaré, sua homogeneidade exclui qualquer possibilidade de uma hipotética desmontagem e remontagem das pedras.

A massa foi feita com sulfato de cálcio hidratado (gesso) engrossado com pó de carvão de madeira, segundo uma técnica utilizada na Palestina há 2.000 anos, mas jamais empregada na Itália.

Portanto, a Santa Casa chegou a Loreto com as pedras e os tijolos unidos pela mesma massa usada para uni-los há 2.000 anos em Nazaré, assim se encontrando até hoje.

Ensinamento dos Papas sobre a Santa Casa de Loreto
Beato Pio IX

O Bem-aventurado Papa Pio IX escreveu na Bula Inter Omnia, de 26 de agosto de 1852:

“Entre todos os Santuários consagrados à Mãe de Deus, a Imaculada Virgem Maria, um se encontra no primeiro lugar e brilha com incomparável fulgor: a venerável e augustíssima Casa de Loreto. Consagrada pelos mistérios divinos, ilustrada por inumeráveis milagres, honrada pelo concurso e afluência dos povos, a glória de seu nome atinge toda a Igreja Universal, e constitui muito justamente objeto de culto para todas as nações e para todas as raças humanas. Em Loreto venera-se aquela Casa de Nazaré, tão querida ao Coração de Deus, e que, fabricada na Galileia, foi mais tarde separada de suas bases e, pela força divina, trasladada além do mar, primeiro à Dalmácia e logo à Itália”.

E o Santo Pontífice acrescentou: “Exatamente em aquela Casa, a Santíssima Virgem, que por eterna e divina disposição ficou perfeitamente isenta da culpa original, foi concebida, nasceu e cresceu, e o celestial mensageiro A saudou ‘cheia de graça’ e ‘bendita tu és entre todas as mulheres’. Exatamente naquela Casa, Nossa Senhora, repleta de Deus e sob a ação fecunda do Espírito Santo, sem perder nada de sua inviolável virgindade, tornou-se a Mãe do Filho Unigênito de Deus”.

Também o Sumo Pontífice Leão XIII escreveu, em sua Encíclica Felix Lauretana Cives, de 23 de janeiro de 1894: “Compreendam todos, e em primeiro lugar os italianos, quão especial dom lhes foi concedido por Deus que, com suma providência, subtraiu prodigiosamente a Casa a um poder indigno [N.: refere-se aos muçulmanos ] e com um expressivo ato de amor ofereceu-a a eles. De fato naquela beatíssima moradia foi sancionado o início da salvação humana, com o grande e prodigioso mistério de Deus se fazendo homem, que reconcilia a humanidade perdida com o Pai eterno e renova todas as coisas”. E ainda: “Deus quis de tal maneira exaltar o Nome de Maria para tornar realidade neste lugar (Loreto), aquela famosa profecia: ‘Todas as gerações chamar-me-ão bem-aventurada’”.

Numerosos Papas aprovaram ininterruptamente desde o início a veracidade histórica do milagroso traslado da Santa Casa, engajando sua Suprema Autoridade Apostólica: desde Nicolau IV em 1292 até João Paulo II em 2005. S.S. Bento XVI visitou Loreto em 2007.