quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Evangelho Proibido de Judas

O Evangelho Proibido de Judas
Ele é um dos homens mais odiados da história: Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus. Durante séculos, seu nome significou deslealdade e trapaça.
Mas esta imagem pode mudar. Escondido por quase duzentos anos, um evangelho ancestral emerge das areias do Egito e conta uma versão muito diferente sobre os últimos dias de Jesus, questionando o retrato de Judas como o "apóstolo do mal".
Junte-se a National Geographic e a um time de investigadores bíblicos enquanto eles exploram a história deste extraordinário texto e lutam com seu significado religioso. Começou a corrida para determinar a autenticidade deste documento, reunindo seus pedaços antes que suas delicadas páginas se transformem em pó.
Com dramatizações de qualidade cinematográfica e análises profundas de alguns dos maiores especialistas do mundo, O Evangelho Segundo Judas revela ao mundo moderno uma nova abordagem da traição que Jesus teria sofrido.

O que a igreja escondeu durante 2 mil anos,com exclusividade pra você !


segunda-feira, 4 de junho de 2012

antroposofia--CRISTO E ARCANJO MIGUEL





Michael, Arthur e o Graal

 

(...) Em nossa época o impulso do Ser conhecido na terminologia cristã como arcanjo Michael é responsável pela condução espiritual de nossa civilização. Esta direção Michaélica da vida espiritual – se assim a pudermos chamar –teve seu início por volta de 1870 e foi precedida pela regência de Gabriel, como já lhes disse. Eu agora vou falar-lhes algo acerca de alguns aspectos da
presente época Michaélica.


Sempre que Michael envia seus impulsos à evolução humana terrena ele é o portador de forças solares, das forças espirituais do Sol. Isto está conectado com o fato de os homens receberem durante o estado de consciência de vigília estas forças solares em seus corpos físico e etérico.


Na presente época de regência Michaélica – que principiou há relativamente pouco tempo e que durará por três ou quatro séculos – isto significa que as forças cósmicas do Sol penetram diretamente nos corpos físico e etérico humanos. Aqui poderíamos perguntar: Que espécie de forças, que tipo de impulsos são estas forças cósmicas solares?


Michael é essencialmente um espírito solar. E ele é o Espírito cuja tarefa em nossa época é suscitar um entendimento mais profundo e esotérico das verdades do Cristianismo.


Cristo veio do Sol. Cristo, o Ser do Sol, habitou na Terra no corpo de Jesus e vive desde então em comunhão supra-sensível com o mundo dos seres humanos. Porém, antes que o Mistério ligado ao Cristo possa revelar-se à alma, a humanidade precisa estar suficientemente madura. Este necessário aprofundamento será em grande extensão, atingido durante a presente era de Michael.


Ora, sempre que forças solares atuam sobre a Terra, elas estão invariavelmente ligadas ao impulso que flui à civilização terrestre como uma onda transbordante de intelectualidade, pois em nossa esfera de existência tudo o que os seres humanos possuam em termos de intelectualidade ou inteligência deriva do Sol. O Sol é a fonte de toda a vida intelectual que opera a serviço do Espírito.


O pronunciamento desta verdade pode evocar certa resistência hoje, pois as pessoas corretamente não atribuem um grande valor ao intelecto em sua presente forma. Aqueles que têm algum entendimento da vida espiritual não dão grande importância à intelectualidade prevalente na era moderna. Ela é abstrata e formal, enchendo a mente humana com idéias e conceitos inteiramente distantes da realidade viva. Comparada à cálida, radiante e pulsante vida através do mundo e da humanidade, ela é fria, seca e infrutífera.


No que diz respeito à inteligência, entretanto, isto somente se aplica ao tempo presente, uma vez que estamos no início da época de Michael e o que possuímos como inteligência está apenas no começo de seu desenvolvimento na consciência humana geral. Com o tempo, essa inteligência assumirá um caráter totalmente diferente. A fim de perceber como a natureza da inteligência muda durante o curso da evolução humana, recordemos que na época medieval o filósofo cristão Tomás de Aquino ainda falava de Seres, de “Inteligências Planetárias”, inteligências habitando as estrelas. Em contraste com a visão materialista que hoje vigora, nós mesmos também consideramos as estrelas como colônias de seres espirituais. Isto pode parecer estranho e artificial aos ouvidos do homem moderno que não tem a mais remota idéia de que ao contemplar as estrelas olha para Seres que se relacionam de certo modo com sua própria vida, e que habitam as estrelas da mesma forma como nós habitamos a Terra.


No século treze, quando Tomás de Aquino falou de Seres nas estrelas, ele atribuiu a cada estrela um Ser Único, da mesma forma como a humanidade terrena poderia ser considerada como uma unidade se a Terra fosse observada de algum corpo celeste distante. Nós mesmos sabemos que as estrelas devem ser concebidas como colônias de Seres no Cosmo. Tomás de Aquino não falava de seres específicos ou números de seres habitando as estrelas, mas quando se referia às “Inteligências” das estrelas, esta autoridade da doutrina cristã medieval estava dando continuidade a uma tradição que naquele tempo já estava quase morrendo. Isto é uma indicação de que o que é compreendido por inteligência hoje foi outrora compreendido de maneira inteiramente diferente.


Em tempos muito antigos os seres humanos não produziam seus pensamentos a partir de si mesmos. Quando eles pensavam sobre as coisas do mundo, seus pensamentos não eram produto de sua própria atividade interior. A faculdade do pensar, a propriedade de formar os pensamentos só veio a se desenvolver plenamente a partir do século XV, desde a entrada da Alma da Consciência na evolução da humanidade. Em tempos mais remotos, pré-cristãos, jamais teria ocorrido às pessoas acreditar que pudessem formar seus próprios pensamentos; elas não se sentiam responsáveis pela formação de seus pensamentos, mas antes, que eles lhes eram revelados a partir das coisas do mundo. Elas sentiam: a inteligência é universal, cósmica; ela está contida nas coisas do mundo; o conteúdo inteligente das coisas, o pensamento vivente nas coisas do mundo é percebido, tal como as cores são percebidas; o mundo é pleno de inteligência, permeado em toda parte pela Inteligência. No curso da evolução a humanidade adquiriu uma gota da Inteligência que se espalha e permeia todo o universo. Esta era a concepção de antigos tempos.


E assim os seres humanos estavam conscientes todo o tempo de que seus pensamentos eram revelados a eles, eram-lhes inspirados. Ou seja, as pessoas atribuíam Inteligência somente ao Universo, não a si mesmas.


Através das eras, o regente da Inteligência Cósmica, que se derrama como luz sobre todo o mundo, foi sempre o Espírito conhecido pelo nome de Michael. Michael é o Regente da Inteligência Cósmica. Contudo, após o Mistério do Golgotha ocorreu algo de profundo significado para o domínio de Michael sobre a Inteligência Cósmica, fazendo com que ela gradualmente deixasse sua esfera. Desde os primórdios da Terra, Michael tem administrado a Inteligência Cósmica. E no tempo de Alexandre e Aristóteles quando os seres humanos tinham consciência dos pensamentos – isto é, do conteúdo da inteligência dentro deles -- eles não consideravam estes pensamentos como seus próprios, como pensamentos auto-forjados. Eles os sentiam como revelação dada a eles pelo poder de Michael, embora naquela era pagã este ser fosse conhecido por um nome diferente. Este conteúdo que hes preenchia o pensamento então gradualmente deixou a esfera de Michael. E se nós olharmos dentro do mundo espiritual veremos que por volta do século VIII/ IX, a descida da Inteligência do Sol para a Terra se consumou. No século IX as pessoas já começavam aqui e ali, como precursores dos que viriam mais tarde, a desenvolver uma inteligência pessoal própria. A inteligência começou a criar raízes nas almas de seres humanos individuais. E assim, olhando desde o Sol para a Terra, Michael e suas hostes podiam dizer: “Aquilo que regemos através dos tempos retirou-se de nosso domínio, fluiu para baixo e pode agora ser encontrado nas almas humanas na Terra.”


Tal era a atmosfera, o sentimento prevalente na comunidade Michaélica sobre o Sol. Durante a era de Alexandre e por uns poucos séculos antes dela, Michael exercera sua regência prévia. Por ocasião do Mistério do Golgotha, entretanto, Michael e suas hostes estavam na esfera solar e de lá testemunharam a partida do Cristo do Sol; eles não testemunharam, como aqueles que se encontravam embaixo, a chegada do Cristo à Terra. Michael e suas hostes testemunharam a partida do Cristo e ao mesmo tempo viram que seu domínio sobre a Inteligência foi gradualmente se retirando de seu alcance.


Logo após o Mistério do Golgotha, portanto, o curso do desenvolvimento se deu da seguinte forma: Cristo desceu à Terra e viveu em união com ela. Até o século VIII ou IX a Inteligência Cósmica foi pouco a pouco descendo à Terra; e as pessoas começaram a atribuir o que elas chamavam de conhecimento – o que elas desenvolviam em seus pensamentos – à sua própria inteligência. Michael viu que aquilo que ele administrara por tempos encontrava-se agora nas almas humanas. E assim a comunidade michaélica compreendeu: “Durante nosso próximo período de regência – que se iniciará no último terço do século XIX – quando nossos impulsos uma vez mais serão lançados sobre a civilização terrestre, nós teremos de buscar sobre a terra a Inteligência que desceu dos céus, a fim de podermos novamente administrar – agora nos corações e almas humanos – o que por anos regemos desde o Sol”. Deste modo a comunidade michaélica preparou-se para encontrar nos corações humanos o que caíra de seu domínio e que sob a influência do Mistério do Golgotha também tomara o caminho, embora lentamente, do céu para a Terra.


Eu agora gostaria de indicar brevemente como Michael e suas hostes se empenharam para que, com o início de sua nova era de regência, eles pudessem uma vez mais retomar o domínio sobre a Inteligência que descera dos céus. Desse momento em diante, Michael que buscava desde o Sol aqueles que na Terra percebiam o espiritual no cosmo, desejava estabelecer sua cidadela nas almas e corações dos seres humanos terrenos. Isto deve acontecer em nossa época. O Cristianismo deve ser conduzido a um reino de verdades mais profundas, visto que o entendimento do Cristo como Ser Solar deve surgir entre os homens com a ajuda de Michael, o Espírito Solar que foi sempre o regente da Inteligência cósmica, e que já não pode agora administrá-la do Cosmos, mas deseja no futuro regê-la através dos corações humanos.


Ao procurar descobrir a origem e a fonte da Inteligência qualquer que seja a forma em que ela se revele, as pessoas olham hoje para a cabeça humana porque tendo descido dos céus para a Terra, a Inteligência tece dentro da alma e se manifesta internamente por meio da cabeça. Não foi sempre este o caso; houve tempo em que os seres humanos buscavam a Inteligência ou sua essência tal como ela se revelava desde o Cosmos. Em tempos antigos as pessoas procuravam a inteligência não pelo desenvolvimento das faculdades da cabeça, mas buscando as inspirações transmitidas a elas pelas forças cósmicas.


Um exemplo de como a humanidade de outras épocas buscava a Inteligência Cósmica pode ser encontrado quando se visita, como fizemos nós no último domingo, aquele local em Tintagel que foi uma vez o sítio do Castelo do Rei Arthur e onde Arthur e seus companheiros exerceram um poder de enorme significado para a Europa.


A partir dos relatos contidos em documentos históricos não será fácil formar uma verdadeira concepção das tarefas e missão do Rei Arthur e sua Távola Redonda, como era chamada. Isto, no entanto, torna-se possível quando se permanece no real sítio do castelo e se contempla com o olho do espírito toda a extensão do mar que o rochedo de permeio parece dividir em dois. Ali, por um lapso de tempo relativamente curto, pode-se perceber o maravilhoso relacionamento entre a luz e o ar, e também os seres elementais viventes na luz e no ar. Pode-se ver seres espirituais fluindo à Terra nos raios de sol, pode-se vê-los refletidos nas cintilantes gotas de chuva, pode-se ver o que se encontra sob o domínio da gravidade aparecendo no ar como espíritos do ar mais densos. E novamente, quando a chuva para, e os raios de sol voltam a brilhar através do ar cristalino, pode-se perceber os espíritos elementais entremesclando-se de maneira bem diferente. Ali se pode testemunhar como o sol atua sobre a substância terrestre, e observando tudo isso de um lugar como este, é como se fôssemos tomados de uma espécie de piedade pagã – não cristã, mas pagã, que é algo totalmente diferente. A piedade pagã é uma entrega do coração e dos sentimentos à multiplicidade de seres atuantes nos processos da natureza.


Em meio às condições da vida social moderna não é possível para as pessoas, de um modo geral, aperceber-se dos processos que vêm à expressão no curso das forças da natureza. Estas coisas só podem ser penetradas pelo conhecimento iniciático. Mas vocês devem compreender que cada conquista e avanço espiritual dependem fundamentalmente de alguma condição essencial.


No exemplo que lhes dei esta manhã para ilustrar como o conhecimento do fenômeno material pode ser incrementado e expandido, eu falei do entretecimento e da harmonização do carma de dois seres humanos como um fator necessário. E nos dias do Rei Arthur e aqueles à sua volta, condições especiais também eram requeridas para que a espiritualidade tão maravilhosamente revelada e nascida pelo movimento do mar nos rochedos pudesse fluir para suas tarefas e missão.


Este inter-relacionamento entre o ar transpenetrado pela luz do sol e as ondas espumantes se mantém ainda hoje. Sobre o mar e as rochas deste lugar, a natureza ainda transborda de espírito. Mas apoderar-se das forças espirituais atuantes na natureza estaria além das possibilidades de um único indivíduo. Um grupo era necessário, um grupo cujo membro que se sentisse representante do sol deveria estar no centro, e cujos doze companheiros eram treinados de sorte que no temperamento, disposição e maneira de agir, todos juntos formassem um todo duodécuplo: doze indivíduos reunidos como as constelações zodiacais agrupadas ao redor do sol. Tal era a Távola Redonda: o Rei Arthur ao centro, circundado pelos doze, sendo que acima de cada um deles um símbolo zodiacal estava disposto, indicando a qualidade particular da influência cósmica com a qual estava associado. Forças civilizatórias partiram deste lugar para a Europa. Foi aqui que o Rei Arthur e seus doze Cavaleiros extraíram do Sol para dentro de suas almas as forças para apresentar em suas poderosas expedições através da Europa em batalhas contra os poderes selvagens e demoníacos que ainda dominavam grandes massas da população, expulsando-os dos seres humanos. Sob a direção do Rei Arthur estes Doze batalhavam pela civilização exterior.


Para compreender o que os doze sentiam acerca de si mesmos e sua missão, devemos lembrar que naqueles tempos as pessoas não se reconheciam como portadoras de uma inteligência pessoal própria. Elas não diziam: “Eu formo meus pensamentos; meus pensamentos estão preenchidos com minha própria inteligência”. As pessoas experimentavam a inteligência como revelação, e buscavam esta revelação mediante a formação de grupos como o que acabei de descrever – um grupo de doze ou treze. Ali eles assimilavam a Inteligência que lhes possibilitava dar direção e definição aos impulsos necessários à civilização. E este grupo também sentia que realizava seus feitos a serviço do poder conhecido na terminologia hebraico-cristã como Michael. Toda a configuração do castelo de Tintagel indica que os doze sob a direção de Arthur eram essencialmente uma comunidade Michaélica, pertencendo à era em que Michael ainda regia a Inteligência Cósmica.


Esta foi comunidade que verdadeiramente por mais tempo que qualquer outra trabalhou para assegurar que Michael mantivesse seu domínio sobre a Inteligência Cósmica. Nas ruínas do castelo do Rei Arthur hoje, a crônica do Akasha ainda preserva as imagens das pedras caindo daqueles que haviam sido tão poderosos portais, e estas pedras caindo tornam-se uma imagem para a queda da Inteligência Cósmica, retirando-se das mãos de Michael para as mentes e corações dos seres humanos.


Num outro lugar, esta corrente Arturiano-Michaélica tem seu contraste polar na corrente do Graal, da qual nos fala a lenda de Parsival. Esta outra corrente veio à existência em um lugar onde uma forma mais íntima de Cristianismo buscara refúgio. Na corrente do Graal também, nós temos Doze ao redor de Um, mas neste caso, considera-se que a Inteligência – os pensamentos preenchidos pela Inteligência – já não fluem como revelação do Céu para a Terra. O que agora flui descendentemente, quando comparado aos pensamentos terrenos, se parece com o puro tolo, Parsival. Assim, a corrente do Graal entende que a Inteligência deve agora ser buscada dentro da esfera terrena apenas.


Lá ao norte, fica o Castelo de Arthur, onde os seres humanos ainda se votam à Inteligência Cósmica, esforçando-se para imprimir a Inteligência pertencente ao Universo na civilização terrena. E mais ao sul, encontra-se o outro castelo, o Castelo do Graal, no qual a Inteligência já não é absorvida do Céu, onde se compreende que o que é sabedoria ante a humanidade é tolice diante de Deus e o que é sabedoria diante de Deus é tolice perante os homens. O impulso procedente deste outro castelo ao sul, busca penetrar a Inteligência que já não é Inteligência Cósmica.
E assim, em tempos antigos e prosseguindo para a era em que o Mistério do Golgotha ocorreu na Ásia, encontramos na corrente de Arthur um esforço intenso para assegurar o domínio Michaélico sobre a Inteligência, enquanto na corrente do Graal, que emergiu da Espanha, encontramos um esforço que leva em conta o fato de que a Inteligência deve no futuro ser encontrada na Terra, uma vez que já não flui do Céu. A importância do que acabei de descrever-lhes transparece em toda a lenda do Graal.


O estudo destas duas correntes traz à luz a grande questão surgida da situação histórica daquele tempo. Os seres humanos são confrontados com as conseqüências – os pós-efeitos – de ambos os princípios: o Arturiano e o do Graal. A questão é : Como é que o próprio Michael, não um ser humano como Parsival, mas o próprio Michael, pode encontrar o caminho que leva dos cavaleiros de Arthur que procuram assegurar-lhe a soberania cósmica, para os cavaleiros do Graal, que intentam preparar o caminho para Ele nos corações e almas humanos a fim de que Ele possa desse modo retomar a Inteligência? Aqui o grande problema de nossa era toma forma: Como pode a nova era de Michael produzir um entendimento mais profundo do Cristianismo? De forma arrebatadora esta questão nos confronta, marcada pelo contraste entre os dois castelos: aquele do qual as ruínas podem ser vistas ainda hoje em Tintagel, e o outro castelo que não será facilmente visto por olhos humanos, uma vez que no reino espiritual ele está envolto como que por uma floresta sem trilha, com sessenta léguas de cada lado.


Entre estes dois castelos paira a grande questão: Como pode Michael tornar-se o doador do impulso que conduzirá a uma compreensão mais profunda das verdades do Cristianismo?


Ora, não seria correto dizer que os cavaleiros do Rei Arthur não lutavam por Cristo e pelo verdadeiro impulso Crístico. Simplesmente acontece que eles traziam em si um impulso para buscar o Cristo no Sol e não abandonariam sua convicção de que o Sol era a fonte do Cristianismo. Daí seu sentimento de estarem trazendo o Céu para a Terra, de que as batalhas de Michael eram travadas por Cristo que atua desde os raios do Sol. Mas na corrente do Graal, o impulso Crístico é expresso de forma diferente. Ali as pessoas tomam consciência de que o impulso Crístico, tendo descido à Terra, deve daí em diante ser levado a efeito por meio dos corações humanos. Pois elas estavam convencidas de que a Essência espiritual do Sol se unira à evolução terrestre.
Eu já lhes falei em outras ocasiões de indivíduos que no século XII ensinavam e atuavam na Escola de Chartres, onde ensinamentos, ainda inspirados por uma elevada e sublime espiritualidade, eram transmitidos. Falei-lhes em particular dos mestres da Escola de Chartres, entre eles, Bernardus Sylvestris, Bernard de Chartres, Alanus ab Insulis – e ainda havia outros, também rodeados por um grande círculo de pupilos. Recordando-nos do que era especialmente característico destes mestres em Chartres, poderíamos dizer: Em certa medida eles ainda preservavam consigo as antigas tradições da natureza de vitalidade fecundante em oposição a uma natureza material abstrata e sem vida. E esta era a razão pela qual ainda pairavam sobre a Escola de Chartres elementos daquele Cristianismo Solar que os heróis da Távola Redonda, como cavaleiros de Michael, lutavam para implantar como impulso no mundo.


De maneira notável a Escola de Chartres encontrava-se a meio caminho entre o princípio Arturiano do Norte e o princípio do Graal mais ao Sul. E como imagens lançadas pelo castelo do Rei Arthur e pelo castelo do Graal, impulsos invisíveis, supra-sensíveis abriram caminho, não tanto para o cerne dos ensinamentos, senão que para toda a atitude e disposição de alma reinante entre os pupilos que se reuniam com grande entusiasmo nos salões de conferência de Chartres– como seriam hoje chamados. Naqueles tempos o Cristianismo apresentado por estes mestres era tal que Cristo era concebido como o sublime Espírito Solar que aparecera em Jesus de Nazaré. De sorte que quando os mestres falavam do Cristo eles viam seu impulso em ação na evolução terrena nos termos da idéia do Graal, e ao mesmo tempo também viam n’Ele o impulso que descera do Sol.


O que é revelado à observação espiritual como essência e nota chave dos ensinamentos dados em Chartres não pode ser descoberto a partir dos textos literários que sobreviveram ao tempo e foram atribuídos aos conhecidos Mestres desta Escola. Para um moderno estudioso tais escritos parecem não passar de glossários de nomes. Mas nas breves sentenças que se interpõem entre as incontáveis designações, nomes, definições, aqueles que lêem com penetração espiritual poderão discernir a profunda espiritualidade, o profundo insight que ainda possuíam os Mestres de Chartres.


Em direção ao final do século XII, estes professores passaram através do portal da morte para o mundo supra-sensível. E lá eles se uniram a uma outra corrente, a qual também estava ligada à antiga era de Michael, mas que considerava plenamente como verdade central do Cristianismo, que o impulso do Cristo descera dos Céus à Terra. No mundo espiritual, os mestres de Chartres entraram em contato com tudo o que os antigos Aristotélicos haviam alcançado em preparação para o Cristianismo como resultado das expedições de Alexandre à Ásia. Eles inclusive entraram em contato com a própria individualidade que vivera como Aristóteles, bem como a de Alexandre – que estavam então no mundo espiritual. O impulso do qual estas duas individualidades eram portadoras não podia se manifestar na Terra naquele tempo porque para isso era necessário o abandono do antigo Cristianismo inspirado pela natureza, que ainda se refletia nos ensinamentos de Chartres, nos quais, assim como na Távola Redonda de Arthur, o Cristianismo pagão, pré-cristão prevalecia. Nos dias de Chartres não era possível para os Aristotélicos – aqueles que haviam estabelecido e promovido o Alexandrismo – estar na Terra. Seu tempo viria mais tarde, começando no século XIII.

No intervalo que se deu, entretanto, sucedeu algo de grande significado. Quando os mestres de Chartres e os que estavam associados a eles passaram pelo umbral da morte ao mundo espiritual, eles se reuniram com as almas daqueles que se preparavam para descer ã Terra e que seriam levados por seu carma à Ordem que, sobretudo, estava conectada com o cultivo do conhecimento em sua forma Aristotélica __ os Dominicanos. Os representantes de Chartres se juntaram então àqueles que se preparavam para uma nova existência.


Usando palavras triviais da linguagem contemporânea, eu vou então descrever-lhes o que se passou. Na virada do século XII para XIII, ou no início do século XIII – uma espécie de conferência teve lugar entra as almas dos que acabavam de chegar ao mundo espiritual e aquelas que estavam prestes a descer. E chegaram a um solene acordo, no qual o Cristianismo Solar tal como expresso, por exemplo, no princípio do Graal e também nos ensinamentos de Chartres deveria agora unir-se com o Aristotelismo. Aqueles que desceram à Terra tornaram-se os fundadores da Escolástica, cujo significado espiritual jamais foi realmente acessado, e no qual, a princípio, as pessoas esperavam ganhar o dia por sua visão de imortalidade pessoal no sentido cristão advogando-a da maneira mais extrema e radical. Os mestres de Chartres punham menos ênfase sobre este princípio da imortalidade humana pessoal. Eles falavam menos de uma imortalidade pessoal, individual, do que faziam os Dominicanos Escolásticos. Eles ainda se inclinavam à visão segundo a qual a alma tendo passado pelo portal da morte retorna ao seio do Divino.


Muitos acontecimentos significativos estiveram ligados ao que aqui se passou. Por exemplo: Quando um dos Escolásticos descera à Terra do mundo espiritual para trabalhar em prol da disseminação do Cristianismo em forma Aristotélica, ele ainda não era, a princípio, plenamente capaz de compreender a essência do princípio do Graal. O carma o havia predisposto a isto. E esta é a razão para o aparecimento relativamente tardio da versão de Wolfram Von Eschenbach da história do Graal. Outra alma que desceu à Terra um pouco depois desta primeira trouxe consigo o impulso que era necessário e dentro da Ordem Dominicana, deliberações foram tomadas entre o dominicano mais jovem e o mais velho acerca da forma como o Aristotelismo poderia se unir com o Cristianismo que, inspirado na natureza, prevalecia na corrente dos mistérios Arturianos.


Então veio o tempo em que aquelas individualidades que viveram como mestres na Ordem Dominicana deviam retornar ao mundo espiritual. E agora um grande acordo se deu sob a liderança do próprio Michael que, olhando para a Inteligência que ora se encontrava na Terra, reuniu em torno de si Seres Espirituais pertencentes aos mundos supra-sensíveis, uma grande legião de seres elementais e muitas, muitas almas humanas desencarnadas que ansiavam por uma renovação do Cristianismo.


Porém era ainda muito cedo para que isto se realizasse no mundo fisico. Assim uma grande e poderosa Escola supra-sensível foi instituída sob a direção de Michael, abarcando todas aquelas almas em quem os impulsos do paganismo ainda ecoavam, mas não obstante ansiavam pelo Cristianismo, e aquelas almas que haviam vivido na Terra durante os primeiros séculos da cristandade e que traziam consigo em seu íntimo o cristianismo na forma que ele assumira então. Uma legião de seres michaélicos reuniu-se em reinos supra-sensíveis recebendo no mundo espiritual os ensinamentos que haviam sido transmitidos pelos mestres Michaelitas no tempo de Alexandre, o grande, no tempo da tradição do Graal e que também se fizeram sentir nos impulsos que emanaram da Távola Redonda do Rei Arthur.

As almas cristãs de todo tipo e qualidade sentiram-se atraídas por esta comunidade Michaélica em que, de um lado, profundos ensinamentos eram transmitidos acerca dos antigos mistérios e dos impulsos atuantes em outros tempos enquanto, de outro lado, uma visão do futuro era-lhes descortinada – quando, no último terço do século XIX Michael novamente atuaria como Espírito da época e quando todos os ensinamentos dados em sua Escola Celeste sob sua própria condução deveriam ser levados para a Terra.


Se vocês procurarem as almas que se reuniram em torno desta Escola de Michael naquele tempo, preparando-se para um período posterior quando se encarnariam, vocês as encontrarão entre elas muitos dos que agora sentem um impulso para se vincular ao movimento Antroposófico. O carma guiou estas almas. Na vida entre a morte e um novo nascimento eles se juntaram em torno do Ser de Michael preparando-se para levar à Terra uma vez mais um Cristianismo Cósmico.


O carma de muitas almas que se ligam à Antroposofia com real sinceridade está conectado com estes antecedentes e condições preliminares. É isto que faz do Movimento Antroposófico um verdadeiro movimento Michaélico, um movimento predestinado a levar o Cristianismo a uma renovação. Isto jaz no carma do Movimento Antroposófico. Isto está também no carma de muitos indivíduos que vêm com sinceridade a este movimento. Levar ao mundo o impulso de Michael que pode desta forma ser configurado em sua concreta realidade, e que é anunciado como um sinal na Terra hoje, e também se expressa no maravilhoso intercurso das forças da natureza nas imediações das ruínas do Castelo de Arthur – esta é a tarefa do Movimento Antroposófico num sentido muito especial. Pois, ao longo dos séculos, o impulso de Michael deve encontrar seu caminho para o mundo dos seres humanos, se não quisermos que a civilização pereça na Terra.                                    
    

Rudolf Steiner  
Torquay, 21 de Agosto de 1924 (vol. VIII da coleção Karmic Relationships)
                   

domingo, 27 de maio de 2012




Eu sou ANAEL, Arcanjo.
Bem amados Filhos da Lei do Um, bem amados Filhos da Liberdade, eu venho a vocês para exprimir uma série de qualificativos referentes à energia, à Vibração e à Onda da Vida.
Desde muito tempo, nós havíamos explicado a vocês a diferença entre a energia e a Vibração.
A energia é algo que circula em meio ao corpo etéreo ou nos diferentes corpos.
A Vibração é uma ressonância, agindo no mesmo local, sem qualquer circulação.
A Vibração remete a um plano de manifestação chamado de ‘la Cità’ ou Supramental.
A circulação da energia remete ao que é nomeado de etéreo, mas, como vocês o sabem, o etéreo deste planeta foi cortado de uma série de características, de uma série de vitalidades.
O Supramental, que chegou até vocês, trabalhou a fim de despertar o que foi nomeado, desde algum tempo, as Coroas Radiantes, trabalhou para acender o Fogo do Coração, o Fogo do sacro e o Fogo da cabeça.
O Supramental, então, acionou novas forças etéreas, permitindo perceber as Coroas Radiantes, o Fogo do Coração, criando, assim, uma ‘alquimia’ entre a Onda Supramental e a circulação etérea habitual.

***


Há três meses nasceu alguma coisa que foi nomeada Onda da Vida.
Esta Onda da Vida, aqueles de vocês que a viveram perceberam uma circulação (não etérea, já que fora do corpo), criando uma energia circulante (com leveza), focalizando-se, gradualmente e à medida do tempo, ao nível do 1º chacra, denominado períneo, transformando-se (naquele nível) em um Fogo despertando a Kundalini ou, se vocês preferirem, o canal do Éter (se a Onda Supramental tinha descido até aquele nível).
Redirecionados no trajeto da Onda da Vida, no confinamento original, ao nível dos dois primeiros chacras, necessitando (talvez, da sua parte) uma adaptação.
A Onda da Vida então preencheu (de algum modo) o canal do Éter e diferentes canais, que nós julgamos bom não descrever os componentes, a fim de não fazê-los focalizar ao nível do seu mental.
A Onda da Vida é uma energia particular, a meio caminho (se eu puder me exprimir assim) entre a Onda Supramental e a energia do Éter, que permite, justamente, reconstituir o que é nomeado o corpo de Vitalidade, não cortado das qualidades que lhe foram retiradas pelo confinamento.
A Onda da Vida então restituiu o Éter (ou corpos etéreos) à sua origem primordial, cujo componente do Fogo havia sido retirado e removido pelo próprio princípio do confinamento.
Este Fogo é, evidentemente, o Fogo do Amor (ou Fogo do Coração) tal como vários de vocês vivenciaram ao nível do chacra do Coração.

***


Paralelamente à subida da Onda da Vida, a Onda do Supramental (ou Luz Vibral) prosseguiu sua obra até o mais íntimo das células, desencadeando um mecanismo final de transmutação do seu DNA, multiplicando os filamentos de DNA, até ter 12 filamentos de DNA.
Isso está em andamento.
Por mais que vocês reflitam, por mais que lhes digam os seus cientistas, esta transmutação está realmente prestes a ocorrer na carne, que é este corpo no qual vocês estão.
A Onda da Vida foi em seguida mesclada (digamos), por um processo alquímico e de osmose muito especial, com a Onda do Supramental (descendente).
As duas qualidades Vibratórias se encontraram, ao nível do peito, desencadeando o que foi objeto de uma comunicação, por UM AMIGO, há algumas semanas.
A alquimia da Onda da Vida com a Onda do Supramental restituiu então o seu corpo etéreo à sua Verdade, à sua Eternidade, podendo suportar e acolher (o que foi nomeado ou reconstituído aqui mesmo, no seu corpo) o corpo de Estado de Ser.
O conjunto dessas modificações induz, é claro, importantes reestruturações dos seus funcionamentos, qualquer que seja o nível, refletindo uma alteração ou uma modificação, também de tudo o que pertence aos ritmos de regulação central denominados: fome, sede, sono.
 Resultando em uma possibilidade nova para a Consciência (que, aí também, foi desenvolvido para vocês) já que lhes permitem ir além da Consciência, além da Vibração e estabelecer-se no Abandono do Si.
Para aqueles de vocês que têm oportunidade, na condição de que esta oportunidade não seja nem desejo, nem um trabalho, mas, simplesmente, um mecanismo íntimo que lhes permite, além do mental, apreender-se do que vocês São, além de toda ilusão.
O trabalho terminou.
Ele irá prosseguir durante o período anunciado por MARIA, de algum modo, para completar-se.
Essa conclusão será total, final e completa (para o conjunto da Terra e o conjunto das Consciências) na data do seu Solstício de verão (de inverno, no hemisfério sul), ou seja, em 20 de Junho do seu ano.
Naquele momento, o conjunto das estruturas (corpo físico, corpo etéreo regenerado, corpo astral, corpo mental, corpo causal, corpo de Estado de Ser) estará pronto para viver os seus mecanismos, ao nível coletivo e ao nível pessoal, denominado Ascensão.

***


Em seguida, uma série de processos são possíveis, permitindo-lhes (se tal for a oportunidade presente em vocês) estabelecer o contato com o Duplo, que ele seja o Sol, que ele seja uma entidade que permaneceu no Sol ou qualquer outra forma que lhes foi descrita.
Isso vai, implicitamente, transformar muitas coisas em suas vidas.
Não poderá existir (em meio às suas estruturas Vibratórias, muito além de todo intelecto, de todo mental, de todo desejo e de toda emoção) senão uma evidência, a nada comparável, porque irá se tornar possível um processo alquímico, ocorrendo ao nível do seu corpo etéreo renovado, percorrido pela Onda da Vida e pela Onda Supramental, permitindo reconectar a Essência de vocês mesmos.
Isso irá se traduzir por modificações, aí também, da Consciência, propiciando, através desta alquimia especial operando através da Fusão das Lemniscatas Sagradas, realizar o Absoluto.
Portanto, tudo o que devia ser realizado sobre esta Terra, a título coletivo, como a título individual, será concluído, na totalidade.

***


A própria Terra participa desse movimento, no sentido em que o seu corpo etéreo já encontrou a sua estrutura não cortada (já desde um ano), como anunciado por SRI AUROBINDO, como mecanismo de Fusão dos Éteres, realizada, sobre esta Terra, durante os meses de março e abril do seu ano passado.
Hoje, esta Fusão dos Éteres realiza-se, em vocês, e com esse famoso Duplo.
Nada há a buscar, nada há a temer porque, aí também, esse processo é um processo inteiramente natural, não pedindo, da sua parte, qualquer desejo, qualquer suposição, nem qualquer projeção de forma alguma.

***


O conjunto das informações comunicadas pelos Anciãos (ou por outras entidades) apoia-se, nesse momento, com insistência, na noção de permanecer tranquilo, de nada fazer.
Não há outra possibilidade a fim de realizar (digamos) o acesso, final, ao Último, ao Absoluto.
Entretanto, é-lhes preciso guardar presente na mente que, o que quer que vocês vivam (que isso seja a totalidade desse processo, que isso seja a ausência total desse processo), no final e a partir de 20 de junho, a humanidade inteira estará pronta para viver esse mecanismo, qualquer que seja o teor, qualquer que seja a oposição individual ou a certeza individual.
Vocês não têm então que antever (o que quer que seja) se a Onda da Vida já não agiu, se (em vocês) o estágio cardíaco não vive o estremecimento Interior, assim como o seu corpo.
Nós chamamos a sua atenção, nós, Arcanjos: no momento em que o seu corpo entrar em estremecimento (muito diferente de uma simples Vibração), levando a um estremecimento das estruturas físicas deste corpo, vocês serão levados a compreender e a viver que o processo da Ascensão começou em nível atômico deste planeta e dos seus corpos.

***


Os Sons, ouvidos e percebidos ao nível dos seus ouvidos, já se modificaram e irão se modificar cada vez mais.
Muitos de vocês começam a perceber (ao nível do lado esquerdo do corpo, lateralmente) a presença, ou de MARIA, ou de uma das Estrelas, ou do Duplo Monadário.
Isso não é uma ilusão e vai se reforçar (gradualmente e à medida das semanas que vão transcorrer), já que o seu corpo etéreo, regenerado, encontrou seu componente original, sua conexão original.
Tudo isso acontece neste momento.
Quer vocês vivam ou não, vocês irão vivê-lo, no final, no momento da data de 20 de junho.
Vocês têm então, simplesmente, que acolher o que se desenrola.
Naturalmente, é-lhes sempre possível trabalhar (como vocês dizem isso) nas estruturas da personalidade ou no Si, porque vocês têm inteira liberdade para realizar o que vocês têm a realizar, o que a Luz espera realizar, em vocês, e o que o Éter espera realizar, em vocês.

***


Quanto mais vocês se afastarem das depravações do seu mental, quanto mais vocês se afastarem das suas interrogações, quanto mais vocês estiverem na aceitação, livres de emoção, livres de intenção, livres de projeção, melhor irá se desenrolar o processo, em vocês, como ao redor de vocês.
A Luz gerada pela Onda da Vida e pela Onda do Supramental, ao nível do seu campo etéreo, energético, modifica as circunstâncias eletromagnéticas da sua vida, de maneira extremamente importante, levando a criar as condições as mais adequadas ao seu futuro.
Quaisquer que sejam essas condições (mesmo se vocês não as apreendam, mesmo se vocês não as compreendam), aceitem-nas, porque (como nós lhes repetimos várias vezes), a Inteligência da Luz e a Inteligência da Onda da Vida são muito superiores ao que o mental humano pode projetar, imaginar, ou conceber.

***


O Abandono do Si, como o Abandono à Luz, participam do equilíbrio necessário para estabelecer o que é para estabelecer, neste final.
Cabe a vocês obedecer, de algum modo, às injunções da Luz.
Cabe a vocês conformar-se ao que lhes pede a Onda da Vida, ao que lhes pede a Vibração do Supramental, ao que lhes pede o seu novo corpo etéreo, que irá se tornar cada vez mais perceptível, sob esta forma de estremecimento, de calor e de arrepio, do conjunto deste corpo físico.
Suas necessidades serão grandemente modificadas, ao nível fisiológico.
Aí também, escutem o que lhes diz, não a sua cabeça, mas o que lhes diz o seu corpo etéreo, o que lhes diz a Onda da Vida, e o que lhes diz o Supramental.

***


A partir do momento em que vocês respeitarem essas instruções, o conjunto das transmutações (que são destinadas a serem vividas por cada um de vocês) irá se desenrolar com a maior das evidências, a maior das simplicidades e a maior das facilidades.
Se alguma coisa não parecer fluida (e digamos, como difícil), significa que o seu mental está errado.
Vocês irão constatar, por vocês mesmos, que a partir do momento em que vocês forem no sentido da Vibração, no sentido da energia, no sentido do etéreo (que é novo, para vocês), tudo irá se desenrolar de forma normal, tudo irá se desenrolar de forma evidente, sem qualquer problema e sem qualquer dificuldade.
Vocês poderão, naquele momento (se vocês aceitarem isso) falar de milagre da vida, que será o seu cotidiano, até o momento final deste mundo, tal como é atualmente.
O novo corpo etéreo é o seu salvo-conduto, ao mesmo tempo, para a Ascensão e, ao mesmo tempo, para viver o que é para viver, nesta época tão particular que se abre desde dois dias e que vai avançar para o seu final, doravante, segundo um calendário extremamente preciso, extremamente minucioso, já que a Terra decidiu assim.

***


Eis as algumas palavras que eu tinha para transmitir a vocês enquanto Arcanjo do Amor, da Relação e, de algum modo, aquele que supervisiona (digamos), doravante, o Conclave dos Anciãos e o Conclave das Estrelas, trabalhando em meio à sua Consciência.
Se existir, simplesmente, em relação a estas palavras que eu pronunciei, a esta Onda da Vida, a esta Onda Supramental, a este novo corpo etéreo, questionamentos, então, eu ali respondo no tempo que me for permitido.

***


Pergunta: a que corresponde a etapa da Onda da Vida que eu vivenciei sentindo o meu peito se abrir e vendo como alguma coisa sair?

Tudo isso são apenas percepções.
Existem diversas percepções ligadas à Transfixação do Coração, pondo em operação o Ponto KI-RIS-TI, o chacra do Coração e o Ponto ER.
A Onda da Vida sobe e circula, da frente para trás, e de trás para frente.
O impulso Metatrônico atravessa o Coração, de trás para frente.
O impulso Micaélico atravessa o Coração, da frente para trás.
Existe, portanto, um conjunto de movimentos e um conjunto de deslocamentos, assim como um conjunto de estremecimentos e de Vibrações, cujo teatro é o seu Templo Interior, ou seja, o seu peito.
Não há outra explicação a dar senão essa.

***


Pergunta: as dores no fígado, no baço, no plexo, estão ligadas ao processo em curso?

Na totalidade.
Isso implica, para vocês, em restringir (ou mesmo suprimir) toda alimentação.
Naturalmente, as dores aumentam (como vocês constatam isso) com alimentos sólidos, com alimentos à base de carne.
Cabe a vocês ajustar a ingestão de alimentos, em relação a essas dores.
O trabalho, ao nível do que foi denominado baço e fígado (ou, se vocês preferirem, as Portas ATRAÇÃO e VISÃO) vai se tornar cada vez mais intenso, acumulando um máximo de Luz Vibral ao nível do que é chamado de Ponto OD ou Porta Estreita.
A ação da Luz Metatrônica, a ação da Luz Micaélica (ou do Sol, se vocês preferirem), a ação da Onda da Vida, a ação do Manto Azul da Graça, situam-se muito exatamente nesta região.
Elas necessitam, da sua parte, uma adaptação muito fina ao nível do que vocês ingerem, ao nível do que vocês pensam, ao nível do que vocês fazem, e ao nível do que vocês São.
As regras são diferentes para cada um (eu não posso, portanto, exprimi-las), mas, no entanto, vocês têm a capacidade para sentir, de maneira quase imediata, o efeito de um alimento sobre o seu corpo, o efeito de um pensamento sobre o seu corpo, o efeito de uma emoção sobre o seu corpo.
Cabe a vocês ajustar isso.

***


Pergunta: os estremecimentos nos braços e nas mãos estão ligados a essas alterações?

Na totalidade.
A sobreposição da Onda da Vida (em seu desdobramento lateral, após ter circulado desde os pés e ter saído pela parte mais alta do crânio e ter criado a Lemniscata Sagrada em sua colocação em movimento) e o Caduceu de Hermes, revelando-se lateralmente, fazendo efetivamente, aí também, uma alquimia entre o Supramental e a Onda da Vida (ao nível dos membros superiores), conectada diretamente ao chacra do Coração.
O estremecimento pode então se referir ao conjunto do corpo.
É pelo que nós denominamos estremecimento (na falta de um termo melhor) que irá se criar a ressonância final da Ascensão.
Lembrem-se de que a Ascensão é uma mudança de frequência.
Vocês passam de uma gama de frequência a uma outra gama de frequência.
O ajustamento deste corpo (que vocês o levem ou não) traduz-se, muito precisamente, por esse estremecimento.

***


Nós não temos mais perguntas. Nós lhe agradecemos.

***


Bem amados Filhos da Liberdade, Filhos da Lei do Um, que a Onda da Vida e o Manto da Graça sejam a sua Eternidade.
Eu lhes proponho alguns instantes de Comunhão conjunta antes de viver o encontro Mariano das 19 horas (hora francesa).
Eu lhes digo até muito em breve.

... Compartilhamento da Dádiva da Graça ...






Mensagem do Bem Amado ARCANJO ANAEL no site francês:
19 de maio de 2012
(Publicado em 20 de maio de 2012)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A punição dos anjos caídos lendas judaicas





NOÉ: A punição dos anjos caídos

Quando atingiu a maturidade Noé seguiu os passos de seu avô Matusalém, enquanto todos os outros homens voltaram-se contra esse piedoso rei. Longe de obedecerem os seus preceitos, perseguiram a inclinação maligna de seus corações e perpetraram toda sorte de feitos abomináveis.

Em grande parte foram os anjos caídos e sua posteridade de gigantes que ocasionaram a depravação da humanidade. O sangue derramado pelos gigantes clamava da terra até o céu, e os quatro arcanjos acusaram os anjos caídos e seus filhos diante de Deus, pelo que ele deu-lhes uma série de ordens. Uriel foi enviado a Noé para anunciar que a terra seria destruída por um dilúvio, e ensiná-lo como salvar sua própria vida. A Rafael foi dito que acorrentasse o anjo caído Azazel, arremessasse-o num poço com pedras pontiagudas e perfurantes no deserto de Dudael, e cobrisse-o de trevas, para que assim permanecesse até o grande dia do julgamento, quando seria jogado num poço ardente do inferno, e a terra seria curada da corrupção que ele havia intentado contra ela. Gabriel foi encarregado de agir contra os ilegítimos e réprobos, os filhos que os anjos haviam gerado com as filhas dos homens, precipitando-os em conflitos mortais uns contra os outros. A descendência de Shemhazai foi colocada nas mãos de Miguel, que levou-os em primeiro lugar a testemunharem a morte de seus filhos em combate sangrento uns contra os outros, e em seguida amarrou-os e fixou-os debaixo das montanhas da terra. onde permanecerão por setenta gerações, até o dia do julgamento, quando serão carregados dali ao poço ardente do inferno.

A queda de Azazel e de Shemhazai aconteceu da seguinte forma: quando a geração do dilúvio começou a praticar idolatria Deus ficou profundamente entristecido. Os dois anjos, Shemhazai e Azazel, então levantaram-se e disseram:

– Ó, Senhor do mundo! Aconteceu o que foi previsto por ocasião da criação do mundo e do homem: “Que é o homem, para que te lembres dele?”

E Deus disse:

– E o que será do mundo sem o homem?

Responderam os anjos:

– Ocuparemo-nos nós dele.

E Deus disse:

– Sei muito bem disso, e sei que se habitassem sobre a terra a inclinação maligna tomaria conta de vocês, e vocês seriam mais perversos ainda do que os homens.

Os anjos suplicaram:

– Dê-nos permissão de habitar entre os homens, e o senhor verá que honraremos o seu nome.

Deus concedeu o seu pedido, dizendo:

– Desçam e habitem entre os homens.

Quando chegaram à terra e contemplaram a beleza e a graça das filhas dos homens os anjos não conseguiram conter sua paixão. Shemhazai viu uma moça chamada Istehar e perdeu por ela o coração. Ela prometeu que se entregaria a ele depois que ele lhe ensinasse o Nome Inefável, por meio do qual ele se alçava até o céu. Ele concordou. Porém assim que tomou conhecimento do Nome ela o pronunciou, e ascendeu ao céu ela mesma ao céu, sem cumprir sua promessa ao anjo. E Deus disse:

– Por ter-se mantida longe do pecado, darei a ela um lugar entre as sete estrelas, para que os homens nunca a esqueçam.

E ela foi colocada na constelação das Plêiades.

Shemhazai e Azazel, no entanto, não abandonaram a idéia de entrar em alianças com as filhas do homem, e o primeiro teve dois filhos. Azazel começou a projetar os adereços e os ornamentos através dos quais as mulheres seduzem os homens. Diante disso Deus mandou Metraton dizer a Shemhazai que tinha resolvido destruir o mundo e provocar um dilúvio. O anjo caído começou então a chorar o destino do mundo e de seus dois filhos. Se o mundo viesse abaixo o que eles iriam comer, eles que careciam diariamente de mil camelos, mil cavalos e mil novilhos?

Os dois filhos de Shemhazai, chamados Hiwwa e Hiyya, tiveram sonhos. Um deles viu uma grande pedra coberta de terra, e a terra estava toda marcada com linha após linha de escrita. Um anjo então veio, e com sua faca obliterou todas as linhas, deixando sobre a terra apenas quatro letras. O outro filho viu uma alameda aprazível plantada com toda sorte de árvores. Mas os anjos vieram trazendo machados e derrubaram as árvores, deixando uma única árvore com três de seus galhos.

Quando acordaram, Hiwwa e Hiyya foram até seu pai, que interpretou-lhes os sonhos:

– Deus trará um dilúvio, e ninguém escapará com vida a não ser Noé e seus filhos.

Quando ouviram isso os dois começaram a gritar e chorar, mas seu pai confortou-os:

– Calma, calma, não se aflijam. Todas as vezes que os homens cortarem ou erguerem pedras, ou lançarem embarcações, os nomes de vocês será invocados: Hiwwa! Hiyya!

Esta profecia os aplacou.

Shemhazai então fez penitência. Posicionou-se suspenso entre o céu e a terra, e nesta posição de pecador penitente ele paira até hoje. Azazel, no entanto, persistiu obstinadamente em seu pecado de desencaminhar a humanidade através de atrativos sensuais. Por essa razão dois bodes eram sacrificados no Templo no Dia do Perdão, um por Deus, para que perdoasse os pecados de Israel, o outro por Azazel1, para que levasse os pecados de Israel.

Ao contrário de Istehar, a donzela piedosa, Naamah, a atraente irmã de Tubal-Caim, desencaminhou os anjos com sua beleza, e da sua união com Shamdon nasceu o demônio Asmodeu. Ela era despudorada como todos os descendentes de Caim, e como eles propensa a indulgências bestiais.

As mulheres e os homens cainitas tinham o costume de andarem nus em todo lugar, entregando-se a todo tipo concebível de prática libidinosa. Tais foram as mulheres cuja beleza e charme sensual tentaram os anjos para longe do caminho da virtude. Os anjos, por outro lado, mal haviam-se rebelado contra Deus e descido à terra quando perderam suas qualidades transcendentais, sendo investidos de corpos sublunares, de modo que a união com as filhas dos homens tornou-se possível.

O fruto dessas alianças entre os anjos e as mulheres cainitas foram os gigantes, conhecidos por sua força e pecaminosidade; como indica o próprio nome que receberam, Emim/aterrorizantes, os gigantes inspiravam temor. Tiveram além desse muitos outros nomes. Às vezes eram chamados Refaim/fantasmas, porque bastava olhar para eles para enfraquecer o coração; ou eram chamados simplesmente de Gibborim/gigantes, porque eram tão enormes que suas coxas mediam dezoito varas; ou pelo nome Zamzummin, porque eram grandes mestres da guerra; ou pelo nome Anakim/pescoçudos, porque tocavam o sol com seus pescoços; ou pelo nome Ivim, porque, como a serpente, sabiam julgar as qualidades do solo; ou, finalmente, pelo nome Nefilim/caídos, porque, ao ocasionarem a queda do mundo, eles mesmos caíram.

Lendas dos Judeus é uma compilação de lendas judaicas recolhidas das fontes originais do midrash (particularmente o Talmude) pelo talmudista lituano Louis Ginzberg (1873-1953). Lendas foi publicado em 6 volumes (sendo dois volumes de notas) entre 1909 e 1928.

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"Manuscritos permitem entender Jesus", diz curador

    Em 1947, o beduíno Muhammad achou em jarros de argila os primeiros pergaminhos dos Manuscritos do Mar Morto, uns dos mais importantes relatos que remetem à era bíblica. De 1947 até 1956, cerca de 850 pergaminhos, que trazem descrições da vida religiosa da época, foram encontrados nas...

OS ESSÊNIOS

“Pelo fruto se conhece a árvore” Jesus (Mateus 12:33)

Após vinte séculos a humanidade foi presenteada com uma revelação. Caminhando pelo deserto da Judéia, próximo ao Mar Morto e à velha Jericó, um jovem beduíno “ao acaso” fez importante descoberta.  Nas regiões do Qumran, em grutas na montanhas próximas às ruínas de um mosteiro, zona árida e quente, foram encontrados jarros com manuscritos que continham documentos, revelações, cânticos, leis, usos e costumes, de um povo: Os Essênios.  As menções a respeito dessas criaturas, antes de 1947, eram limitadas e apócrifas, até porque nem mesmo Jesus as mencionou. Referiu-se aos fariseus, saduceus, levitas, samaritanos e tantos outros agrupamentos, usando-os nos ensinamentos, nas parábolas, mas nada falou sobre os essênios. A vida dessa gente, agora documentada, trouxe luz à história do tempo em que o Messias esteve entre nós. Hoje, nenhum grupo da época é tão conhecido como essa civilização do Qumran. Escritores, historiadores, arqueólogos, não tiveram...

O Evangelho Essênio da Paz.

A Doutrina do Deserto

Eles respeitavam a vida acima de tudo, escreveram os mais antigos textos bíblicos e influenciaram o cristianismo. Com vocês, os essênios. Por Rafael Kenski e Duda Teixeira      Em 1923, o húngaro Edmond Szekely obteve permissão para pesquisar os arquivos secretos do Vaticano. Estava à procura de livros que teriam influenciado São Francisco de Assis. Curioso e encantado, vagou pelos mais de 40 quilômetros de estantes com pergaminhos e papiros milenares. Viu evangelhos nunca publicados e manuscritos originais de muitos santos e apóstolos, condenados a permanecer...

O ENVANGELHO DE TOMÉ

"Abaixa a espada, porque aquele que fere com a espada, morre pela espada".

  O Evangelho de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito copta em Nag Hammadi, é uma lista de 114 ditos atribuídos a Jesus. Alguns são semelhantes aos dos evangelhos canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, mas outros eram desconhecidos até a descoberta desse manuscrito em 1945....

Ler mais: http://luzdanovaera-fraternidadebranca.webnode.com/exoterismo%20e%20religi%c3%b5es/os%20ess%c3%aanios/

sábado, 19 de maio de 2012

LENDAS JUDÁICAS -NOÉ

O nascimento de Noé







NOÉ: O nascimento de Noé


Matusalém tomou uma esposa para seu filho Lameque, e ela deu à luz um filho. O corpo do bebê era branco como a neve e vermelho como uma rosa em flor; o cabelo da sua cabeça e seus compridos cachos eram brancos como a lã, e seus olhos como raios de sol. Quando abria os olhos ele iluminava toda a casa, tal qual o sol, e toda a casa ficava inteiramente repleta de luz.

Assim que foi tomado da mão da parteira ele abriu sua boca em louvor ao Senhor da integridade. Seu pai, Lameque, ficou com medo dele e fugiu. Foi até seu próprio pai, Matusalém, e disse:

– Gerei um filho estranho. Ele não é como um ser humano, mas se parece com os filhos dos anjos do céu. Sua natureza é diferente; ele não é como nós, seus olhos são como raios de sol e suas feições são gloriosas. A mim parece que ele não foi gerado por mim, mas por anjos, e temo que nos seus dias alguma maravilha recaia sobre a terra. E agora, meu pai, estou aqui para pedir e implorar que o senhor vá até Enoque, nosso pai, e descubra com ele a verdade, pois ele reside entre os anjos.

Quando ouviu as palavras do filho Matusalém foi até Enoque, nos confins da terra, e chamou-o em voz alta. Enoque ouviu a sua voz e apareceu diante dele, e perguntou a razão de sua vinda. Matusalém contou-lhe a causa de sua ansiedade, e pediu que a verdade lhe fosse revelada.

Enoque respondeu, dizendo:

– O Senhor fará uma coisa nova sobre a terra. Sobrevirá à terra uma grande destruição e um dilúvio de um ano. Esse filho que lhe foi concedido será poupado sobre a terra, e os três filhos dele serão salvos com ele, quando morrer toda a humanidade sobre a terra. Haverá uma grande punição sobre a terra, e a terra será purificada de toda impureza. Agora faça saber a seu filho Lameque que o menino que nasceu é de fato seu filho, e que ele deve ser chamado de Noé/descanso, pois ele será deixado [ileso] em beneficio de vocês. Ele e os filhos dele serão salvos da destruição que recairá sobre a terra.

Depois de ouvir de seu pai essas palavras, que lhe revelara todas as coisas ocultas, Matusalém voltou para casa e deu ao menino o nome de Noé, pois daria à terra motivo de alegria em compensação por toda a destruição.

Apenas seu avô, Matusalém, chamava-o de Noé; seu pai e todos os demais chamavam-no de Menaém. Sua geração era obcecada por magia, e Matusalém temia que seu neto fosse enfeitiçado caso seu verdadeiro nome fosse conhecido, pelo que o manteve em segredo. Menaém, “Aquele Que Conforta”, cabia-lhe tão bem quanto Noé; indicava que ele seria um consolador, porém apenas se os malfeitores do seu tempo se arrependessem de seus delitos.

Logo na ocasião do seu nascimento sentiu-se que ele traria conforto e libertação. Quando o Senhor lhe dissera “Maldito é o solo por sua causa”, Adão havia perguntado “Por quanto tempo?”, e Deus respondera “Até que nasça um menino conformado de tal forma que não será necessário executar nele o rito da circuncisão”. Isso cumpriu-se em Noé, que foi circuncidado desde o ventre de sua mãe.

Noé mal havia chegado ao mundo e percebeu-se uma notável mudança. Desde de que o solo havia sido amaldiçoado por causa do pecado de Adão acontecia que quando se semeava trigo o que brotava e crescia era aveia. Isso parou de acontecer com o surgimento de Noé, e a terra passou a produzir os frutos que se plantava nela. Além disso foi Noé que, quando chegou à maturidade, inventou o arado, a foice, a enxada e outros implementos usados no cultivo do solo. Antes dele os homens lavravam a terra com suas próprias mãos.

Houve outro sinal para indicar que o filho nascido de Lameque estava destinado a desempenhar um papel extraordinário. Ao criar Adão Deus dera a ele o domínio sobre todas as coisas: a vaca obedecia o lavrador e o sulco do arado deixava-se abrir com facilidade. Porém com a queda de Adão as coisas rebelaram-se contra ele; a vaca passou a recusar obediência ao lavrador, e o sulco do arado tornou-se reticente. Noé nasceu e tudo voltou a ser como era antes da queda do homem.

Antes do nascimento de Noé o mar costumava transgredir os seus limites duas vezes por dia, de manhã e à noitinha, inundando a terra a ponto de molestar as sepulturas. Depois do seu nascimento o mar passou a restringir-se aos seus limites. E a fome que afligia o mundo na época de Lameque, a segunda das dez grandes fomes determinadas a lhe sobrevir, cessou sua devastação com o nascimento de Noé.       
Lendas dos Judeus é uma compilação de lendas judaicas recolhidas das fontes originais do midrash (particularmente o Talmude) pelo talmudista lituano Louis Ginzberg (1873-1953). Lendas foi publicado em 6 volumes (sendo dois volumes de notas) entre 1909 e 1928.